Arquidiocese de Goiânia e Unijuc emitem nota contra ADI que discute aborto em casos de Zika Vírus

A Arquidiocese de Goiânia e a União dos Juristas Católicos da Arquidiocese de Goiânia (Unijuc) emitiram notas nas quais se manifestam contrariamente ao pedido inicial da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5581, que visa à permissão de realização de aborto em gestantes infectadas pelo Zika Vírus. A ADI, que foi proposta pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) será julgada nesta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sua nota, a Arquidiocese de Goiânia repudia o pedido feito na referida ADI e diz que os graves problemas que surgem nos desafiam a sermos, como sociedade, mais humanos e solidários na busca de caminhos para cuidar de pessoas com deficiências físicas e psíquicas, desde o ventre materno. Convida os ministros do STF “à reflexão neste tempo em que as vidas são ameaçadas pela Covid-19 e a olharem com compromisso para as vidas que são ameaçadas pela escolha do aborto provocado”.

A Unijuc manifesta-se pela retirada de pauta de julgamento em sessão virtual, que será realizado na sexta-feira. Diz que a experiência da pandemia da Covid-19 mostra que a pessoa humana é e deve ser o fundamento da ordem social, econômica e jurídica. E que todos percebem a necessidade de colocar o cuidado com a vida de cada indivíduo como prioridade máxima e irrenunciável, sendo inadmissível a sua supressão em prol de interesses outros, ainda que coletivos.

Confira a íntegra das notas:
Nota da Arquidiocese de Goiânia.
Nota da Unijuc.