Idealizado em Cristalina, Programa Com Viver deve ser levado a outras comarcas do Estado

Juízes que idealizaram o programa junto a participantes do Com Viver

O Programa Com Viver será institucionalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. A iniciativa, inédita no âmbito do Poder Judiciário, foi idealizada pelos juízes Thiago Inácio Oliveira e Priscila Lopes da Silveira, da comarca de Cristalina. Com a novidade, ele poderá ser adotado em outras comarcas do Estado.

O programa inclui a pessoa com necessidades especiais no meio social e oportuniza a preparação dela para o trabalho. Segundo o documento assinado pelo desembargador-presidente, ao analisar os presentes autos foi observado que o objeto do processo é de suma importância no âmbito do Poder Judiciário, uma vez que se trata da inclusão de serviços voluntários de pessoas com deficiência física ou intelectual.

No último dia 5, o programa foi apresentado pelos magistrados ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em 2018, o programa ficou em segundo lugar no Prêmio Patricia Acioli de Direitos Humanos, na categoria Trabalhos de Magistrados.

Sobre o Com Viver
O Programa favorece, potencializa e enriquece o funcionamento da justiça, à medida que incrementa a entrega jurisdicional mediante o trabalho voluntário das pessoas com deficiência, que, com muito empenho e zelo, tomadas pela alegria da primeira experiência profissional a elas concedida, executam de forma prazerosa as atividades condizentes com suas limitações.

A inclusão social promovida na justiça local pelo Com Viver e, brevemente, em todo o Estado de Goiás, apresenta vários fatores positivos aos alunos e ao Poder Judiciário. Segundo um relatório, ficou constatado que, diariamente, os voluntários não deixam de demonstrar a emoção de se sentirem úteis; não deixam, outrossim, de expressarem a feliz sensação advinda de uma conquista, bem como de se enxergarem, quiçá, pela primeira vez, como verdadeiros seres humanos dignos de direitos.

“O Poder Judiciário, como palco do reconhecimento dos direitos e garantias fundamentais, é, à toda prova, a senda mais apropriada a servir de modelo para as demais instituições sociais adotarem iniciativas semelhantes de inclusão, e, de contrapartida, a justiça ser a maior beneficiária em virtude das vantagens advindas dos voluntários”, salientou o juiz Thiago Inácio Oliveira.