Juízes fazem ato nesta segunda-feira por eleições diretas para presidente do TJGO

Neste dia 31 de março, data em que se completam 50 anos do Golpe Militar de 1964, juízes de todo o País se mobilizam para pedir diretas já nas eleições para presidentes e vice-presidentes dos tribunais brasileiros. No modelo atualmente em vigor, apenas desembargadores têm direito a voto. Juízes de primeiro grau, que representam 83% do quadro de magistrados, são excluídos deste processo. A democratização do Poder Judiciário é uma defesa da magistratura nacional, coordenada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Em Goiás, o ato pelas eleições diretas já nos tribunais é organizado pela Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) e ocorre às 9 horas, no hall de entrada do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). Nesta ocasião, o presidente da Asmego, juiz Gilmar Luiz Coelho (foto), protocolizará requerimento solicitando ao órgão alteração em seu regimento interno, autorizando, assim, o voto de todos os juízes goianos na escolha do presidente e do vice-presidente do Tribunal de Justiça.

Atualmente, 90% dos mais de 120 milhões de processos em tramitação no Judiciário estão no primeiro grau. Sob a presidência dos juízes das varas cíveis, por exemplo, há, em média, 10 mil ações. Para dar andamento a estes litígios, os magistrados contam com, no máximo, dois assistentes. Enquanto isso, no segundo grau, onde há número bem menor de processos em tramitação, desembargadores chegam a contar com 12 assistentes.

Espera-se, com a abertura do processo de escolha dos gestores dos tribunais brasileiros, que haja uma melhor equação na distribuição de recursos e investimentos, preparando de forma adequada o primeiro grau para atender com qualidade a população, dando mais eficiência e celeridade à Justiça. Fonte: Asmego