Tribunal de Justiça confirma permanência de Urso Robinho no zoológico de Goiânia

Um novo recinto, inclusive, foi criado para assegurar o bem-estar do urso

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás confirmou a decisão de primeiro grau que manteve o urso Robinho em Goiânia. O relator do processo, o juiz substituo em 2º grau Sebastião Fleury, acolheu o argumento da Procuradoria-Geral do Município (PGM) de que a qualidade de vida do animal só tem aumentado no zoológico da capital. E que por isso não existem razões de fato ou de direito que justifiquem sua transferência.

Conforme apontado pelas procuradores Maiume Suzue Coelho e Wellington Fernandes de Oliveira Júnior, um novo recinto, inclusive, foi criado no zoológico de Goiânia para assegurar o bem-estar do urso.

O magistrado considerou as alegações da PGM e não modificou o deliberado anteriormente. Ele reforçou que foram implantadas modificações no zoológico para acolher o Urso Robinho, “que foi transferido para ambiente climatizado, com mais espaço físico e melhores condições”.

Santuário

No ano passado, o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal acionou a Justiça pedindo que o animal fosse transferido para o Santuário Rancho dos Gnomos, localizado na região serrana de Joanópolis/SP. Robinho perdeu a mãe, a ursa Lucy, no início do mês de outubro de 2019 com convulsões. Ela chegou em Goiânia nos anos 80 e teve seu filhote no zoológico da capital.

A ONG fez vários apelos nas redes sociais para que o animal fosse mesmo transferido para o santuário. Em Joanópolis, ele deveria ser alojado em recinto individual de dois mil metros quadrados, com piscina de água corrente, árvores, caverna artificial e sem visitação pública, com a possibilidade de convivência com outros dois ursos resgatados que já residem no local.