Um avião de passageiros da Malaysia Airlines com 295 pessoas caiu nesta quinta-feira, 17, na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia. Segundo o Ministério do Interior ucraniano, a aeronave, um Boeing 777, foi derrubada por um míssil a uma altitude de 10 mil metros. O líder separatista pró-Rússia Aleksander Borodai atribuiu a queda às forças da Ucrânia. O governo de Kiev negou o envolvimento de suas Forças Armadas. Para o advogado, aviador e professor de direito aeronáutico Georges Ferreira, as companhias aéreas precisam estar atentas ao sobrevoar zonas de conflito.
“Não é a primeira ou a segunda vez que uma aeronave civil é abatida ao sobrevoar zonas instáveis. Há casos semelhantes, como o abate de uma aeronave iraniana sobre o mediterrâneo pela marinha americana e de uma aeronave coreana sobre o antigo território da União Soviética”, exemplifica Ferreira.
A aeronave voava normalmente, sem registro de problemas, até desaparecer do radar, segundo Dmytro Babeychuk, chefe do órgão regulador do espaço aéreo ucraniano. Nas últimas semanas, aviões militares foram derrubados no leste ucraniano, perto da fronteira russa, onde as forças do governo têm enfrentado separatistas pró-Rússia.
“O sobrevoo do avião da Malaysia Airlines aconteceu sobre uma zona de guerra não declarada. Vale lembrar que todas as ex-repúblicas soviéticas do leste europeu, ou que foram satélites da União Soviética, possuem armamento antiaéreo de longo alcance, muitos dos quais incapazes de distinguir uma aeronave hostil ou não”, sublinha o advogado.
Dezenas de familiares foram até o aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, em busca de informações sobre os passageiros. O advogado ainda ressalta que a responsabilidade de indenizá-los é da companhia aérea.

































