Advogada é presa suspeita de recrutar pessoas na internet para cometer crimes

Advogada Thais Santos da Cruz, de 25 anos, é suspeita de recrutar dois jovens pela internet para roubo de veículo

A Polícia Civil de Bonfinópolis cumpriu, na manhã desta terça-feira (16), mandado de prisão preventiva em desfavor da advogada Thais Santos da Cruz, de 25 anos, suspeita de recrutar dois jovens pela internet para roubo de veículo ocorrido no município, na região central de Goiás. A mulher já estava presa desde o último dia 10, quando foi detida em operação deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA).

Segundo o delegado Carlos Levergger, responsável pelo município de Bonfinópolis, dois rapazes foram detidos juntos com a advogada, ainda por ocasião da operação da DERFRVA. Em vídeo obtido pela Polícia Civil, Jhonatan Pereira Matias, de 19 anos, e Danilo de Souza, 20 anos, apontam a advogada como participante do crime em Bonfinópolis. Naquela ocasião, de acordo com Levergger, a advogada levou os dois rapazes até uma empresa onde deveria ocorrer o assalto.

Na hora de dar fuga, eles foram abordados por policiais. Na situação, conforme o investigador, Thaís se passou por vítima, mostrou registro de advogada e disse ter sido sequestrada pelos garotos e conseguiu fugir. “Ela cria perfis em redes sociais e se apresentava com codinome, recrutando menores ou pessoas jovens para cometer os crimes em sites de compra e venda de objetos roubados. Ela indicava o local e dava fuga para eles”, explicou o delegado.

Nota da OAB-GO

Em nota divulgada no site da instituição, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás, informa que foi acionada pela Polícia Civil, na semana passada, em razão da prisão em flagrante da advogada Thaís Santos da Cruz, cumprindo o procedimento previsto pela Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia).

Na oportunidade, segundo a OAB-GO, foi designado um representante de sua Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) para acompanhar a operação policial e preservar as prerrogativas profissionais da advogada. A CDP informa, no entanto, que não foi comunicada da decretação da prisão preventiva, realizada nesta terça-feira (16), possivelmente por se tratar de outro inquérito, onde não estava presente a situação de flagrância.

Na ausência de flagrante, conforme aponta a OAB-GO, a lei não condiciona a necessidade da presença de representantes da Ordem, bastando a comunicação expressa do ato, ainda não realizado até as 16 horas desta terça-feira. “De qualquer forma, a OAB continuará atuando para que os inquéritos observem o devido processo legal e, internamente, em caso de condenação final pelo Poder Judiciário, poderá analisar os fatos sob a luz da esfera ético-disciplinar”, afirma a instituição.