A Câmara de Vereadores de Goiânia repudiou a ação do Ministério Público de Goiás (MPGO) por meio de nota oficial divulgada no fim da manhã desta terça-feira (1/4). O comunicado classifica como “desproporcional” e “desnecessário” o cumprimento de mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador Divino Rodrigues (Pros) e na Diretoria de Recursos Humanos da Casa. Com o apoio da Polícia Militar, promotores desencadearam durante a madrugada a Operação Poltergeist para apurar a suposta contratação de servidores fantasmas e desvio de recursos.
O texto informa que o Poder Legislativo municipal respeita a atuação do MPGO e do Poder Judiciário –– o mandado foi expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás na manhã do último sábado (29/3) pelo desembargador João Waldeck Félix de Sousa ––, mas que não entende o motivo da ação já que, conforme a Câmara, os documentos apreendidos são de domínio público e estão disponíveis no site da Casa.
A nota diz ainda que uma listagem completa dos funcionários do Legislativo goianiense foi enviada ao MPGO a aproximadamente dois meses
Em entrevista ao, o procurador da Câmara, Marconi Pimenteira, afirmou que foram apreendidas fichas funcionais de dois funcionários comissionados lotados no gabinete do vereador, que supostamente estariam envolvidos em esquema de nepotismo cruzado com servidores do deputado estadual Daniel Messac (PSDB).
Promotores e policiais também cumpriram mandado de busca e apreensão no gabinete do tucano, na Assembleia Legislativa, no Setor Oeste.
Reunião fechada
Antes da divulgação do comunicado o presidente da Câmara, Clécio Alves (PMDB), esteve reunido por quase 2h com parte dos vereadores na sala da presidência da Câmara Municipal. Na pauta, a deflagração da operação. Nos corredores, foi informado que o objetivo da conversa era o de esclarecer a situação para que eles pudessem se posicionar sobre o caso. O peemedebista não falou com a imprensa.
Antes da reunião, a sessão desta terça-feira acontecia normalmente, mas foi suspensa por unanimidade por volta de 9h50 para que o encontro fosse realizado. No momento da aprovação, 32 dos 34 vereadores estavam presentes. Divino Rodrigues era um dos ausentes. Fonte: Jornal Opção
































