Audiência do caso da criança que ficou quase 2 meses com bateria no nariz marcada para 31 de março

Será realizada no dia 31 de março a audiência de instrução e julgamento no caso do garoto de dois anos que permaneceu dois meses com uma pilha alojada no nariz. A audiência foi marcada após os pais do garoto e a Unimed não chegarem a um acordo, uma vez que o plano de saúde não ofereceu nenhuma proposta.

A Unimed está sendo processada, segundo os advogados da criança, integrantes da banca Tibúrcio Advogados, porque mesmo tendo sido atendido seis vezes pelo plano de saúde, nenhum médico viu o objeto.

Segundo a família, o menino foi atendido no Serviço de Atendimento da Unimed no Setor Oeste, em Goiânia. Devido ao período em que ficou no nariz da criança, a bateria começou a vazar, e a cartilagem que divide as cavidades das narinas, o septo nasal, acabou sendo necrosada.

Como houve necrose da cartilagem divisória da narina do septo nasal, a criança terá que conviver com a deformidade até completar sua constituição física, o que está previsto para ocorrer aos 16 anos, quando ele poderá realizar a reconstituição do septo.

Na avaliação dos advogados da família, é inadmissível que, em inúmeras consultas, não sejam realizados exames das vias áreas da criança, procedimento considerado padrão neste tipo de caso. O menino foi atendido no pronto-socorro infantil do convênio sem que o objeto tivesse sido identificado pelos médicos. Ainda de acordo com os advogados, os pais estão muito abalados com as consequências da falta de diagnóstico e estão pagando tratamento em clínicas particulares para o filho.