Advogado goiano alega ter sido clonado, aciona o STF e pede indenização de R$ 12 bilhões

Publicidade

Um advogado goiano ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação indenizatória com pedido de R$ 12 bilhões por danos materiais e morais. Na petição, ele afirma ser alvo de uma suposta organização criminosa internacional envolvida em clonagem de DNA, manipulação genética, controle mental, perseguições e tentativas de homicídio.

As informações foram divulgadas pelo portal Migalhas, que teve acesso à ação. A petição inicial tem 59 páginas e reúne acusações contra autoridades, órgãos públicos, empresários, artistas, líderes religiosos, familiares do autor e outras pessoas físicas.

Entre os requeridos inicialmente estão a União, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, Estados e polícias civis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a Igreja Católica, o papa Leão XIV e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em aditamento apresentado posteriormente, o advogado ampliou a relação de requeridos. Foram incluídos, entre outros, Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Bill Gates, Leonardo DiCaprio, Charlie Sheen, Vinícius Júnior, Ivete Sangalo, Miguel Falabella, Camila Queiroz, Wesley Batista, Elie Horn e André Gerdau Johannpeter.

Alegações apresentadas ao STF

Segundo o autor, a suposta organização utilizaria satélites, robôs e outras tecnologias para realizar clonagem de DNA, alterações genéticas, manipulação de material genético e controle mental.

Na ação, ele também relaciona o grupo a episódios de perseguição, violência sexual, desaparecimento de pessoas, lavagem de dinheiro e desvio de patrimônio. Sustenta ainda que integrantes da organização estariam infiltrados na Polícia Federal, no Ministério Público e no Poder Judiciário.

O advogado afirma também que seria utilizada uma tecnologia capaz de interferir em acontecimentos passados, com o objetivo de ocultar crimes e modificar provas.

A narrativa apresentada ao Supremo atribui ao suposto grupo responsabilidade por fatos de diferentes naturezas, como crises financeiras enfrentadas por empresas brasileiras, guerras internacionais, desaparecimento de crianças, infiltração em instituições públicas e manipulação da economia mundial.

Comunicações à Polícia Federal

O autor relata que encaminha informações sobre os fatos à Polícia Federal desde 2023, mas alega que não houve investigação adequada.

Entre os documentos apresentados ao STF está uma manifestação anteriormente enviada à Ouvidoria da Polícia Federal, na qual foram formuladas acusações semelhantes. O procedimento foi posteriormente arquivado.

Na ação, o advogado pede que a Polícia Federal e as polícias civis dos Estados indicados instaurem investigações sobre os fatos e apresentem relatórios ao Supremo. Ele também requer que o Ministério Público Federal acompanhe o caso.

Outros pedidos incluem a quebra do sigilo telefônico de pessoas mencionadas na petição, a concessão de medida protetiva e a comunicação da ação ao FBI, por intermédio da Embaixada dos Estados Unidos.

Indenização e pagamentos mensais

Além da indenização de R$ 12 bilhões, o autor pede que a União adote medidas de controle sobre as tecnologias descritas no processo.

Ele também pretende que o Judiciário determine providências relacionadas à criminalização da clonagem de DNA e à proibição de alterações genéticas e da manipulação de material genético.

No aditamento, o advogado passou a requerer, em tutela de urgência, percentuais sobre o faturamento de empresas ligadas a alguns dos novos requeridos, entre elas Meta, Microsoft, Ambev, Cyrela, Gerdau e Friboi.

Também foram solicitadas pensões mensais entre R$ 2 mil e R$ 35 mil a serem pagas por algumas das pessoas incluídas na ação.

As acusações representam a versão apresentada pelo autor ao STF e ainda dependem de análise judicial. O ajuizamento da ação não significa que os fatos narrados tenham sido reconhecidos ou comprovados pelo Supremo.

Pet 16103