
Correição realizada na 10ª Vara do Trabalho de Goiânia constatou que a unidade tem o menor tempo médio de duração de processos entre as 18 varas da capital. O prazo médio, do ajuizamento até a sentença, é de 79 dias. O resultado está abaixo da média do tribunal, de 113 dias, e da média do Foro de Goiânia, de 108 dias.
A desembargadora-corregedora, Iara Rios, elogiou a gestão processual da unidade e destacou o compromisso dos magistrados Celso Moredo Garcia, juiz titular, e Viviane Silva Borges, juíza auxiliar, além do trabalho dos servidores.
A correição também ressaltou o cumprimento das quatro metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela VT, o que contribuiu diretamente para o desempenho geral do tribunal. A VT alcançou 100% de cumprimento nas metas de estímulo à conciliação, no julgamento de mais processos do que os distribuídos, no julgamento de processos mais antigos e na redução da taxa de congestionamento na fase da execução.
Aumento da demanda
Em 2025, a unidade teve acréscimo de 12,2% no número de processos em comparação ao ano anterior. No biênio 2024/2025, o crescimento da demanda chegou a 37,8%.
Sentenças líquidas
A 10ª VT de Goiânia também se destacou no índice de sentenças líquidas, aquelas em que os valores já são definidos na decisão judicial. Em 2025, a unidade obteve índice de 61,3% de sentenças líquidas, ultrapassando os indicadores regional (29,3%) e de tribunais de médio porte (33,8%).
A desembargadora Iara Rios reconheceu a excelência no desempenho nesse indicador e ressaltou que as sentenças líquidas reduzem discussões na fase de execução e tornam o andamento do processo mais rápido.
iGest
Na análise do iGest referente a 2025, a 10ª VT de Goiânia ficou na 1ª faixa nos níveis nacional, regional e local, o que a situa entre as 25% melhores varas do país. A correição destacou, no entanto, que o indicador de Produtividade (3ª Faixa), em nível nacional, sinaliza a necessidade de atenção da gestão para a melhoria dos índices globais da unidade.
O iGest é um índice da Justiça do Trabalho que mede o desempenho das varas em critérios como produtividade, acervo, rapidez e taxa de congestionamento processual.
Audiência pública
Durante os trabalhos correicionais, a desembargadora-corregedora recebeu a visita das advogadas Andressa Pereira, conselheira deliberativa da Agatra; Camilla Mendonça Mota; Valéria Anastácio, secretária-geral da Comissão de Direito Sindical (CDSind) e Izabella Lorrayne Xavier, representando a Comissão Especial de Direito Empresarial do Trabalho (Cedet). Elas elogiaram a rapidez na fase de conhecimento e a cordialidade dos magistrados e servidores e apresentaram sugestões em relação à estrutura física das salas de audiências.
Correição integrada
A Corregedoria Regional deu continuidade, este ano, ao modelo de correição integrada, envolvendo a participação de outras unidades do tribunal, como a Secretaria de Estatística e Ciência de Dados e a Secretaria de Saúde. O objetivo é integrar diferentes setores do tribunal para melhorar a gestão das unidades judiciárias e a prestação de serviços à população. Fonte: TRT-GO
































