Residentes jurídicos do Ministério Público de Goiás reclamam de atraso no pagamento de bolsas

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Residentes jurídicos do Ministério Público do Estado de Goiás relatam insatisfação com o atraso no pagamento da bolsa referente ao programa de Residência – Área Jurídica. A queixa ganhou repercussão porque órgão publicou, na semana passada, a maior licitação de sua história, estimada em R$ 330 milhões, destinada à construção da nova sede institucional.

De acordo com os residentes, o MPGO comunicou que o pagamento da bolsa será efetuado apenas em 19 de janeiro, o que representa um intervalo significativamente maior em relação ao calendário habitual. O atraso, segundo os relatos, contrasta com a situação dos servidores do órgão, que tiveram seus vencimentos pagos de forma antecipada, em 23 de dezembro de 2025, em razão das festas de fim de ano, o que gerou uma diferença de quase 30 dias entre os pagamentos.

Os residentes afirmam ainda que não se trata de um episódio isolado. Segundo relatam, em momento anterior também houve atraso no repasse da bolsa e, após manifestações dos participantes do programa, o órgão teria informado que a situação não voltaria a se repetir, o que acabou não se confirmando.

Procurado pelo Rota Jurídica, o Ministério Público de Goiás esclareceu que o atraso decorreu de um problema técnico no processamento do pagamento das bolsas. Conforme a nota, em razão do fechamento do exercício financeiro, não foi possível realizar o repasse dentro do prazo inicialmente previsto, motivo pelo qual o pagamento será efetuado em 19 de janeiro, com a reabertura do orçamento.