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Operação Poltergeist

MP cumpre mandado de busca e apreensão na casa do deputado Daniel Messac

O desembargador João Waldeck Felix de Sousa concedeu medida cautelar para determinar a prisão preventiva de dois envolvidos na Operação Poltergeist, além da busca e apreensão de materiais nas casas e veículos destas pessoas. Os mandados estão sendo cumpridos nesta quinta-feira (8) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Goiás, em parceria com a Polícia Civil e promotores de Justiça, com o apoio do Centro de Inteligência (CI) do Ministério Público.

O pastor evangélico Vagno Sebastião Fernandes de Miranda e o policial Anderson Luís Coelho tiveram suas prisões preventivas decretadas por embaraço às investigações e por coagirem uma testemunha da Operação Poltergeist, deflagrada em abril de 2014 com o objetivo desmontar um esquema de desvio de recursos públicos por meio da contratação de servidores fantasmas na Assembleia Legislativa. Os mandados de busca e apreensão incluem a residência do deputado Daniel Messac, apontado como chefe da organização criminosa. Contudo, o pedido de recolhimento noturno dele foi negado, pois ele possui foro por prerrogativa de função.

De acordo com o Ministério Público, em maio de 2017, um estagiário do Fórum local, Natã Cruvinel, informa ao Gaeco ostensivos assédios para mudar o conteúdo de seu relato em juízo. Ele teria sido contatado por telefone por um conhecido de seu pastor evangélico na cidade de Montes Claros de Goiás, Vagno Sebastião, dizendo que queria um encontro pessoalmente.

Intuindo o assunto, ele marcou a reunião na sala do tribunal do júri da cidade de São Luís dos Montes Claros, onde havia uma câmera de segurança. No dia e hora marcada, Vagno, acompanhado de Anderson, solicitaram que ele mudasse sua narrativa. Apresentando-se como advogado, Anderson disse que Natã poderia manchar o nome de pessoas importantes de perigosas e, na sequência instruiu o rapaz para que livrasse Daniel Messac e incriminasse o corréu Milton Rodrigues Campos.

“O mais irônico, para não dizer acintoso, é que enquanto Natã prestava os relatos junto ao Gaeco, Vagno novamente liga para Natã almejando um segundo encontro para tratar a confecção da versão falaciosa com outra advogada do caso”, diz a peça do MP, que, diante disso, solicitou a interceptação telefônica dos envolvidos, bem como a quebra do sigilo dos registros anteriores.

Ainda segundo o MP, a segunda reunião entre Natã e Vagno não ocorreu, bem como nada de relevante foi extraído das conversas telefônicas durante o intervalo da autorização, mas os registros mostraram os vínculos entre Vagno e Daniel Messac. Neste período, Vagno ligou dezenas de vezes para o deputado, geralmente logo após falar com o delator, fato que demonstraria “indícios salutares” do envolvimento do parlamentar quanto ao acossamento de Natã. Fonte: TJGO

PROCESSO 67943-81.2018.8.09.0000

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