Funcionários do comércio em Goiás agora têm direito a seguro de vida. O benefício, além de ser fruto de uma negociação entre o Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (Seceg) e sindicatos patronais dos lojistas, é também um reflexo dos altos índices de violência no Estado.
A medida deve beneficiar pelo menos 130 mil comerciários que passam a contar com títulos de reembolso em caso de morte, invalidez, internação hospitalar e incapacidade temporária, tudo pago pelas empresas.
Segundo o presidente do Seceg, Eduardo Amorim, a incorporação do benefício é negociada há pelo menos três anos e representa avanço para a proteção da família do trabalhador. Estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO) apontam para números preocupantes de roubos a estabelecimentos comerciais em Goiás. Somente em 2014, foram registrados 2.641 assaltos a comércios no Estado. “Diante disso, é uma segurança que o funcionário tem frente ao aumento da criminalidade”, afirma.
O sindicalista diz que neste ano foram mortas dez pessoas durante assaltos a estabelecimentos comerciais. “É bastante preocupante a situação da segurança para os trabalhadores do comércio no Estado. O próximo passo é tentarmos estabelecer diálogo com o poder público para tentarmos diminuir esses números”, informa.
Crimes
A medida tomada em negociação entre o sindicato dos trabalhadores do comércio e lojistas pode tornar menos trágicas as consequências de casos como do vendedor João Alves Filipe, de 57 anos, morto em outubro de 2012 durante um assalto a uma loja de material de construção, no Jardim Nova Esperança.
Empresários apoiam
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Estado de Goiás (Fecomercio), José Carlos Palmas, a medida é aprovada pela maioria dos empresários do setor. Os comerciantes conseguiram acordo com seguradoras e devem pagar R$ 5,80 mensais por funcionário beneficiado. São mais de 45 mil estabelecimentos filiados ao sindicato patronal. Palmas diz que pelo preço irrisório e diante do avanço da criminalidade, o empresário aceitou de bom grado o pagamento. “Muitas lojas já faziam o seguro de vida para os trabalhadores, justamente pela onda crescente de violência”, diz. Fonte: Jornal O Hoje
































