Júri dos acusados pela morte do advogado Davi Sebba será realizado nesta quinta-feira, em Goiânia

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Mais de 14 anos após a morte do advogado Davi Sebba, os acusados pelo crime serão julgados pelo Tribunal do Júri a partir desta quinta-feira (1), em Goiânia. A previsão é que o julgamento dure dois dias. O tenente da PM Edinailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o ex-PM Jonathas Atenevir Jordão respondem pelo crime. A sessão será presidida pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que acompanhará presencialmente o julgamento por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) e da Comissão Especial de Defesa do Tribunal do Júri (CEDTJ).

Davi Sebba tinha 38 anos quando foi morto, em 5 de julho de 2012, com um tiro no peito, no estacionamento de um supermercado da capital. Horas depois do crime, nasceu seu filho.

Desde então, familiares acompanham a tramitação do processo e aguardam uma definição judicial. Ao longo dos anos, o julgamento foi adiado em diferentes ocasiões após decisões e recursos apresentados no processo.

Em 2025, quando a morte do advogado completou 13 anos, familiares relataram que mais de 20 recursos já haviam sido apresentados ao longo da tramitação. Com a aproximação do júri, a mobilização ganhou novamente força em Goiânia.

Mobilização

Familiares e amigos instalaram 15 outdoors em diferentes pontos da capital com a imagem e o nome de Davi Sebba. A iniciativa foi adotada para chamar a atenção para a proximidade do julgamento e manter viva a memória do advogado.

A mobilização também ocorre pelas redes sociais, por meio do perfil “Davi Sebba Presente”, criado para reunir informações sobre o processo e divulgar manifestações de familiares e amigos.

Acompanhamento da OAB-GO

Ao anunciar que estará presente no julgamento, a OAB-GO afirmou que acompanha o caso em solidariedade aos familiares e amigos do advogado.

A Seccional também ressaltou que sua presença no Tribunal do Júri ocorre em defesa do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, garantias previstas na Constituição Federal.

Segundo a Ordem, o julgamento é aguardado pela advocacia, pela sociedade goiana e pelos familiares da vítima, que esperam uma resposta do Judiciário após mais de uma década de tramitação do processo.

Legítima defesa

Jonathas Atenevir Jordão, apontado como o autor do disparo, reconhece ter efetuado o disparo que causou a morte do advogado, mas sustenta a tese de que agiu em legítima defesa durante uma abordagem. O acusado afirma que a ação policial ocorreu após o repasse de informações vindas da Polícia Federal sobre uma suposta entrega de drogas no local.

Segundo a versão apresentada por Jordão, a vítima teria reaccionado à ordem de abordagem sacando uma arma de fogo e a apontando em sua direção. O ex-militar alega que depoimentos de testemunhas colhidos ao longo do processo, incluindo o de um segurança e de uma pessoa presente no local, amparam a narrativa de que o advogado estava armado dentro do veículo.