Grupo de Extermínio: Oferecida denúncia contra PMs

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) propôs ação civil pública por ato de improbidade administrativa, com pedido de afastamento do cargo, contra cinco policiais militares – quatro lotados no 2º Batalhão de Polícia Militar de Rio Verde, que estão recolhidos no presídio militar de Goiânia, e um atualmente lotado em Formosa, mas acusado de crime cometido também em Rio Verde. Eles são acusados de integrar grupo de extermínio e dos crimes de extorsão e associação para o tráfico de drogas. Os inquéritos policiais foram feitos pela Força Nacional de Segurança. As informações são do jornal O Popular.

Uma das ações é contra os policiais Manoel Messias de Oliveira, Nelson Balbino do Sacramento, Roberto Caetano de Sousa e Rones Cruvinel de Melo, que atuavam no Grupo de Patrulhamento Tático (GPT). Eles são acusados de dois homicídios duplamente qualificados e de extorsão mediante sequestro que culminou no assassinato da vítima. Todos os mortos eram de Rio Verde e tinham envolvimento com tráfico de drogas e, segundo a denúncia, pagavam aos policiais para terem proteção em suas atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes.

A outra ação foi proposta contra o policial militar Dárdibi Pereira Soares, acusado pelo homicídio duplamente qualificado do travesti Marcos Antônio Silva, conhecido como Andressa, e das tentativas de homicídio de Marlon Goulart Ferreira e Aílton Barbosa. Os crimes aconteceram na madrugada de 4 de abril de 2011, em um barracão no Setor Alvorada, em Rio Verde. Segundo a denúncia, as vítimas haviam sido ameaçadas no dia anterior pelo policial. No dia do crime, ele entrou no barracão e, sem possibilitar defesa às vítimas, começou a atirar contra elas, matando Andressa e ferindo Marlon e Aílton. Dárdibi atualmente está lotado na Companhia Regional da PM em Formosa.

Procurado, o porta-voz da PM de Goiás, coronel Divino Alves, informou que os policiais denunciados respondem por seus atos. “Cabe ao MP se pronunciar e propor a ação. Eles responderão perante a Justiça por seus atos. Os processos começam agora”, afirmou. “Agora, vamos aguardar o resultado dessas ações”, acrescentou o porta-voz.

Em ambas as ações, os promotores de Justiça Renata Dantas de Morais e Macedo, Wagner de Pina Cabral, Márcio Lopes Toledo e Lúcio Cândido de Oliveira Júnior pedem que os denunciados sejam cautelarmente afastados das funções e que, ao final, no julgamento do mérito, percam os cargos. Eles sustentam que os acusados utilizaram de seus cargos de policiais militares para obter facilidades na execução dos delitos, o que atenta contra os princípios que regem a administração pública, especialmente os da moralidade e da legalidade.