O vice-governador, José Eliton, representando o governador Marconi Perillo, juntamente com o secretário de Gestão e Planejamento, Leonardo Vilela, participaram ontem (16/06) da solenidade de assinatura do Protocolo de Intenções com a Câmara Setorial de Produtos de Base Florestal do Estado de Goiás (Câmara Florestal) para a implementação do Programa Goiás Florestal Competitivo. A solenidade aconteceu no período da manhã, no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, com as presenças de auxiliares do Governo e de representantes de entidades de classe do setor de produtos de base florestal.
José Eliton ressaltou os bons resultados alcançados pelo Estado de Goiás por meio da política de incentivo e atração de investimentos implementada pelo governador Marconi Perillo. Para o vice-governador, o Programa Goiás Florestal Competitivo deverá projetar o Estado também nesta área, com ações de curto, médio e longo prazo. “Esperamos que nossa área de plantio seja ampliada, de forma a atender o mercado de forma legal. O Governo Estadual se compromete, neste momento, a ajudar na consolidação das ações deste setor”, disse José Eliton.
O Programa propõe ações de fomento ao setor envolvendo sete Secretarias de Governo, sob a coordenação da Segplan. As propostas vão desde a oferta de linhas especiais de crédito até programas de qualificação de mão de obra, passando também por ações de fiscalização de uso de madeira ilegal. O objetivo do protocolo é fomentar o setor com políticas de apoio aos empreendimentos nos âmbitos rural, industrial e comercial. “Goiás participa hoje com menos de 1% das florestas plantadas no Brasil. Temos um potencial imenso. Esta é uma atividade econômica que pode gerar empregos e mais valor aos nossos produtos”, ressaltou o secretário de Gestão e Planejamento, Leonardo Vilela.
Segundo o secretário, os produtos de base florestal em Goiás têm grande importância econômica e social, mas carecem de políticas de apoio que possam dinamizar seu desempenho e incrementar sua competitividade em nível nacional. “Esse programa se insere nas políticas de incentivo aos setores produtivos em Goiás, uma política que vem impulsionando o crescimento do Estado acima da média nacional há mais de 10 anos. As atividades de base florestal empregam muita gente, é importante para muitos dos nossos municípios e, portanto, merecem toda a nossa atenção”, comentou o secretário Vilela.
Mais qualificação
Dentre os principais produtos de base florestal estão a madeira para construção urbana e rural, madeira para fabricação de móveis, madeira como insumo na geração de energia, artefatos de madeira com aplicação variada e a borracha natural. Segundo o presidente da Câmara Setorial de Produtos de Base Florestal de Goiás, Ricardo Cantaclaro, apesar de a demanda estar aquecida no País nos últimos anos, Goiás foi o Estado que mais reduziu área de floresta plantada em 2012 (queda de 29% sobre 2011). O Estado possui atualmente 54,5 mil hectares de floresta plantada, o que representa menos de 1% dos 6,6 milhões de hectares do País.
“Precisamos qualificar nossa produção, aproveitar as oportunidades que temos para atender principalmente aos setores da construção civil e da indústria automobilística. Toda a demanda local da indústria de carros em Goiás, por exemplo, é atendida por fornecedores de fora de Goiás. Precisamos mudar esse quadro e toda a cadeia produtiva do setor está com muita expectativa nesse protocolo com o Governo”, disse Cantaclaro.
Entre as entidades representantes dos setores produtivos que compõem a Câmara Florestal em Goiás estão a Associação Goiana de Silvicultura (GoiasFloresta), Sindicato das Indústrias de Móveis e Artefatos de Madeira, Associação dos Produtores de Borracha Natural de Goiás e Tocantins (Aprob GO/TO), Sindicato do Comércio de Materiais de Construção do Estado de Goiás, Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (Faeg), e Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
Além da Segplan, integram o Protocolo de Intenções as seguintes Secretarias de Governo: Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seagro), Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec) e Secretaria de Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Sicam).
































