As duas advogadas que foram presas com cerca de R$ 6 mil em notas falsas, em Goiânia, negam a prática de qualquer delito. O advogado que as representa, Jorge Paulo Carneiro, que o dinheiro foi repassado a elas por um cliente como forma de pagamento de honorários e que ambas aguardam a apuração dos fatos. As informações são do portal G1.
De acordo com a Polícia Militar, uma das mulheres foi presa após tentar comprar um celular no centro da capital na tarde da última sexta-feira (2). O vendedor desconfiou das cédulas no momento do pagamento e acionou a corporação. A mulher conseguiu fugir do local, mas foi encontrada dentro de uma agência bancária.
Os policiais seguiram até o escritório dela, onde outras notas falsificadas foram apreendidas. Depois, foram até a casa de uma colega da suspeita, também advogada, que portava mais notas falsas. Inicialmente, a PM informou que o dinheiro totalizou cerca de R$ 5 mil, mas após a contagem, os valores chegaram a cerca de R$ 6 mil.
As duas foram levadas para a sede da Polícia Federal, na capital, onde ficaram detidas até a manhã de sábado (3), quando o juiz federal plantonista Bruno Teixeira de Castro expediu o alvará de soltura. Na decisão, o magistrado afirmou que só uma perícia nas cédulas de dinheiro poderia determinar se elas eram falsas, o que não foi feito. Sendo assim, não há prova de crime e o juiz considerou a prisão das duas como ilegal.
O advogado Jorge Paulo Carneiro explicou, ainda, que as advogadas não sabiam se o dinheiro era falso e que uma delas foi alertada pelo vendedor. Com isso, decidiu procurar a agência bancária onde tem conta para apresentar as cédulas. Nesse momento, os policiais apareceram e ela os teria informado de que tinha mais dinheiro em casa e no escritório e que os valores foram repassados por um cliente. Em seguida, segundo o advogado, as duas foram até a Polícia Federal para entregar as cédulas acompanhadas dos militares e acabaram autuadas.
Procurada, a Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) informou que vai solicitar o inquérito instaurado pela Polícia Federal para abrir um processo ético para avaliar a conduta das duas advogadas. De acordo com o órgão, se comprovada alguma irregularidade, as punições variam de suspensão até a exclusão da OAB.

































