Advogada e policiais militares são denunciados por agiotagem, extorsão e tortura em Luziânia

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O Ministério Público de Goiás (MPGO) ofereceu denúncia criminal contra nove pessoas, incluindo uma advogada e policiais militares, suspeitas de integrar organização criminosa armada especializada em agiotagem, extorsões, torturas e lavagem de dinheiro. A ação é resultado da Operação Mão de Ferro, deflagrada em novembro deste ano, com investigações conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da 5ª Delegacia Regional de Polícia de Luziânia.

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Juan Borges de Abreu, titular da 99ª Promotoria de Justiça de Goiânia. Os acusados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa armada com agravantes por liderança e emprego de armas; extorsão majorada; tortura com imposição de intenso sofrimento físico e psicológico; usura (agiotagem) mediante cobrança de juros abusivos e ilegais; lavagem de dinheiro; e posse, porte e comércio ilegal de armas e munições, inclusive de uso restrito.

As investigações apontam que o grupo atuava desde 2023, emprestando dinheiro com juros exorbitantes, entre 10% e 30% ao mês. Diante da inadimplência, as vítimas eram submetidas a ameaças, agressões, sequestros e sessões de tortura, como forma de coerção e “exemplo” a outras e outros devedores. Para ocultar a origem ilícita dos valores, a organização utilizava contas de terceiros, pessoas interpostas, empresa de fachada, movimentações fracionadas e transferências sucessivas.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidas armas de fogo, munições de diversos calibres (inclusive de uso restrito), aparelhos celulares e documentos. Também foram obtidos registros audiovisuais e comunicações digitais que corroboram a atuação violenta e estruturada do grupo.

O MPGO requereu a manutenção das prisões preventivas, a realização de diligências complementares (inclusive perícias e remessa dos dados digitais) e a redistribuição do processo para uma das Varas especializadas em Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro da Comarca de Goiânia. Fonte: MPGO