Professora da Esup alerta para desconhecimento sobre métodos extrajudiciais ao acompanhar alunos à Câmara de Arbitragem

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Professora Rayff Machado durante visita com os alunos da Esup à 2ª Câmara de Conciliação e Arbitragem de Goiânia

Acadêmicos da disciplina Formas Consensuais de Resolução de Conflitos, da Faculdade ESUP, realizaram visita técnica à 2ª Câmara de Conciliação e Arbitragem de Goiânia, acompanhados pela professora e advogada Rayff Machado. Segundo a docente, a arbitragem se consolidou como uma das mais relevantes ferramentas extrajudiciais de resolução de conflitos no país, ao permitir soluções mais rápidas, especializadas e adequadas às necessidades das partes.

Os estudantes foram recebidos pela gerente da instituição, Giovana Ferro, que apresentou a estrutura de funcionamento da Câmara, compartilhou experiências práticas e detalhou os procedimentos desenvolvidos pela entidade.

Durante o encontro, os acadêmicos também conheceram a trajetória da instituição, fundada em 1996 e considerada uma das pioneiras do segmento em Goiás. Ao longo de sua história, a Câmara já administrou mais de 497 mil procedimentos e registra índice aproximado de 80% de acordos celebrados, números que evidenciam a efetividade dos métodos consensuais e da arbitragem na resolução de conflitos.

Alternativa na solução de conflitos

A arbitragem vem se consolidando no Brasil como uma importante alternativa para a solução de conflitos envolvendo direitos patrimoniais disponíveis. Regulamentada pela Lei nº 9.307/1996, permite que conflitos sejam resolvidos fora do Poder Judiciário, contribuindo para a redução da litigiosidade e para maior eficiência na prestação jurisdicional.

Entre as principais características do procedimento estão a possibilidade de escolha de árbitros com conhecimento técnico específico sobre a matéria discutida e a confidencialidade das informações tratadas durante o processo. Esses fatores têm ampliado o interesse de pessoas físicas e jurídicas pelo instituto.

Outro benefício frequentemente apontado por especialistas é a celeridade. A solução mais rápida dos conflitos pode reduzir custos decorrentes de demandas judiciais prolongadas e evitar prejuízos financeiros às partes envolvidas.

Desafio ainda é o desconhecimento

Para Rayff Machado, que também é mestranda em Resolução de Conflitos e Mediação, o principal desafio para a expansão da arbitragem e dos demais métodos adequados de resolução de conflitos ainda é a falta de conhecimento por parte dos próprios operadores do Direito.

“A arbitragem, a mediação e a conciliação são instrumentos extremamente eficientes, mas ainda enfrentam resistência em razão do desconhecimento de muitos profissionais. Em diversos casos, os clientes deixam de conhecer soluções mais rápidas e adequadas porque sequer recebem essa orientação”, afirma.

Segundo Rayff Machado, que é sócia do escritório Machado & Pereira Advogados Associados, a formação acadêmica possui papel fundamental na mudança dessa realidade.

“É essencial que os estudantes tenham contato com essas ferramentas desde os primeiros anos da graduação. Quanto mais cedo compreenderem o funcionamento dos métodos consensuais e da arbitragem, mais preparados estarão para orientar seus futuros clientes e contribuir para uma cultura de pacificação social”, destaca.

Para a profissional, a visita reforçou a importância da aproximação entre teoria e prática na formação jurídica e permitiu aos estudantes conhecer de forma concreta mecanismos que vêm ganhando espaço na busca por soluções mais céleres, especializadas e eficientes para os conflitos contemporâneos.

Estudantes presentes

Participaram da atividade os acadêmicos Natália Souza Santiago, Nara Faria Bernardes, Beatriz Dias Ferreira, Geovanna Bezerra Alves, Geovanna Castro e Silva, Letícia Vitória Souza Vitorino, Maria Eduarda Barsanulfo, Ana Luiza Nunes Menezes, Henrique Taveira, Gustavo Henrique Correia Alves e Wanessa França Araújo.