O Tabelionato de Notas e Protestos da comarca de Goianápolis aderiu à campanha nacional Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica, iniciativa que mobiliza cartórios e outras instituições em todo o país para ampliar a rede de proteção às mulheres vítimas de violência. A ação integra um conjunto de medidas recomendadas pela Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás (CGJGO) para que as serventias extrajudiciais desenvolvam rotinas internas de prevenção, orientação e acolhimento em casos de violência doméstica.
O tabelião Paulo Augusto Amorim destaca que a iniciativa busca reforçar o papel social dos cartórios e aproximar a população de mecanismos de proteção e denúncia. A campanha “Sinal Vermelho” foi idealizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e conta com o apoio de entidades do sistema de Justiça e de organizações da sociedade civil.
O programa permite que mulheres em situação de violência peçam ajuda de forma discreta, desenhando um “X” vermelho na palma da mão, sinal que indica a necessidade de apoio imediato por parte do estabelecimento ou instituição que identificar o pedido. Segundo Paulo Augusto Amorim, a adesão do cartório busca transformar o ambiente da serventia em um ponto de informação e acolhimento para mulheres que enfrentam situações de violência.
“Os cartórios têm grande capilaridade e contato direto com a população. Por isso, podemos contribuir para orientar, acolher e encaminhar vítimas que precisem de ajuda”, afirma o tabelião. Como parte das ações de conscientização, o Cartório Goiano também programou uma atividade especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher.
A iniciativa inclui uma palestra sobre violência doméstica, com orientações sobre prevenção, canais de denúncia e direitos das mulheres. Após a atividade educativa, o espaço do cartório será transformado em um ambiente de acolhimento e cuidado, com serviços gratuitos voltados ao bem-estar das participantes.
A mobilização ocorre em um cenário preocupante. Dados recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam números expressivos de violência contra mulheres no país, incluindo centenas de milhares de registros de agressões e ameaças a cada ano, além de milhares de casos de tentativa de feminicídio.
Para o tabelião, iniciativas como essa ajudam a ampliar a conscientização social e a fortalecer a rede de apoio às vítimas. “O enfrentamento da violência doméstica depende de informação, acolhimento e atuação conjunta de instituições públicas e privadas. Nosso objetivo é contribuir para que mais mulheres saibam que não estão sozinhas e que existem caminhos seguros para buscar ajuda”, conclui.
A campanha reforça que, em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190, além de buscar apoio em delegacias especializadas, Ministério Público e/ou Defensoria Pública.































