O Núcleo de Inteligência Institucional do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) emitiu alerta sobre tentativas de golpes digitais direcionados a instituições públicas e privadas, além de servidores e colaboradores que atuam em repartições estaduais. A orientação é para que magistrados e equipes administrativas redobrem a atenção com práticas de segurança, diante do risco de comprometimento de dados sensíveis e da credibilidade institucional.
Segundo a chefe do Núcleo, delegada da Polícia Civil Sabrina Leles, a segurança digital passou a integrar a responsabilidade funcional de cada usuário. Ela destaca que incidentes nem sempre começam com ataques sofisticados, mas com descuidos cotidianos, como cliques em links suspeitos ou uso de sistemas desatualizados. “Em um único clique é possível comprometer sistemas inteiros”, afirma.
De acordo com ela, entre os principais meios de ataque utilizados por criminosos estão computadores pessoais desprotegidos, senhas fracas, sessões abertas, links aparentemente inofensivos e ausência de atualizações de segurança. Sabrina Leles ressalta que os prejuízos ultrapassam contas individuais, podendo envolver vazamento de informações sigilosas, processos judiciais e dados estratégicos.
Entre as medidas recomendadas pelo Núcleo estão a atualização constante dos equipamentos, uso de antivírus confiável, criação de senhas fortes e exclusivas, ativação da autenticação multifator e atenção ao uso de redes públicas. A orientação também inclui não compartilhar credenciais de acesso e evitar abrir arquivos ou links enviados por remetentes desconhecidos.
A chefe do Núcleo alerta que links disfarçados de promoções, notícias ou comunicados urgentes podem instalar programas maliciosos, como spywares, keyloggers, roubadores de credenciais e ransomware, capazes de bloquear sistemas e capturar informações. Segundo Sabrina, esses ataques exploram a pressa e a distração do usuário. “O criminoso aposta na curiosidade ou no medo para induzir o clique”, explica.
Outro ponto destacado é o encerramento correto das sessões de navegação, já que cookies ativos podem ser sequestrados em ataques conhecidos como session hijacking. A recomendação é realizar logout ao finalizar o uso, limpar histórico e cookies e evitar a opção de “lembrar senha” em sistemas institucionais.
Sabrina Leles também afirma que foram identificados golpes em que criminosos se passam por oficiais de Justiça, enviando mensagens com aparência oficial e dados pessoais das vítimas, acompanhadas de supostas pendências judiciais ou tributárias. O objetivo, segundo o Núcleo, é criar sensação de urgência para induzir pagamentos ou o acesso a links fraudulentos. Por isso, segundo ela, é preciso frisar que intimações não são realizadas por WhatsApp com links para regularização.
A orientação institucional é para não clicar em mensagens suspeitas, bloquear e denunciar o número, apagar a conversa e manter dispositivos atualizados, com varreduras periódicas de segurança. Pois a prevenção continua sendo a forma mais eficaz de reduzir riscos.
Sabrina Leles reforça que a proteção digital depende de uma cultura contínua de segurança e conscientização dos usuários. “O fator humano ainda é o elo mais explorado pelos criminosos. Por isso, investir em cultura de segurança é tão importante quanto investir em tecnologia”, conclui.































