A defesa da WePink, empresa da influenciadora Virginia Fonseca, apresentou pedido de retratação nos autos em que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) requereu a aplicação de multa por descumprimento de medidas judiciais. O MP sustenta que a companhia teria continuado a promover produtos nas redes sociais, inclusive por meio de transmissões ao vivo, apesar de determinação que vedava publicidade e vendas enquanto não comprovado estoque.
O requerimento da defesa foi protocolado na última quarta-feira (29). No documento, os advogados afirmam discordar da interpretação do órgão ministerial e alegam que a empresa vem observando as ordens judiciais. Sustentam, ainda, que a vedação geral às lives comerciais não seria proporcional, uma vez que, segundo a defesa, os fatos apontados pelo MP referem-se a 2024 e não refletiriam a situação atual da operação.
A medida cautelar que restringiu ações promocionais foi imposta no bojo de ação civil pública ajuizada pelo MP-GO e pelo Procon-GO, que aponta supostas práticas abusivas, incluindo propaganda enganosa, falhas no atendimento e problemas na entrega de produtos. A decisão liminar determinou, além da suspensão das lives comerciais até comprovação de estoque, a implementação de atendimento humano aos consumidores.
Em manifestação anterior, o MP-GO pediu a imposição de multa de R$ 100 mil por publicação ou dia de descumprimento das obrigações, citando divulgações recentes em perfis oficiais da empresa e das influenciadoras envolvidas.
Segundo informações prestadas pela WePink no processo, a empresa não enfrenta mais atrasos relevantes e apresenta índice de 93% de resolução das reclamações, com nota 8,1 na plataforma Reclame Aqui.
A Justiça ainda não analisou o pedido de retratação apresentado pela defesa.































