O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, mandou a júri popular, nesta terça-feira (9), Laires Campos Neto, acusado do homicídio do morador de rua Mayron Juscejane de Souza Alencar. O crime ocorreu em julho de 2013, na cidade de Goiânia, em razão de uma dívida de drogas de 80 reais.
O Ministério Público de Goiás (MPGO) requereu a pronúncia de Laires, por entender como comprovada a materialidade dos delitos e por haver indícios suficientes contra o acusado. A defesa, por sua vez, pleiteou a absolvição do homem e alegou que não existem provas contra ele, que não assumiu a autoria argumentando que estava trabalhando no dia dos fatos e que no horário do crime estava em casa dormindo.
O magistrado observou que não existe comprovação para as alegações do acusado e manteve as qualificadoras. “A qualificadora de motivo fútil deve ser mantida, pois há provas que indicam que Mayron foi morto em razão de dívida de drogas”, frisou ele, que também manteve a qualificadora de impossibilidade de defesa vítima.
“Verifico, por meio das provas, a presença dos requisitos necessários para a decisão de pronúncia, uma vez que a materialidade se encontra demonstrada e existem indícios de autoria que pesam contra o denunciado”. O juiz ressaltou que Laires assumiu ter conhecimento das ações penais movidas contra ele, inclusive no Estado do Mato Groso, de onde é foragido. “Conforme a certidão de antecedente criminais, a vida pregressa do denunciado é tendenciosa a crimes”, pontuou. Laires deverá ficar preso para aguardar o julgamento a que será submetido.
O caso
O crime ocorreu no dia 6 de julho de 2013, por volta das 22h30, em frente ao Bar do Bigode, no setor São Francisco, na capital, quando Laires Campos Neto matou a tiros Mayron Juscejane de Souza Alencar, fugindo do local em seguida. O motivo seria uma dívida por drogas. Mayron era usuário de drogas, morador de rua e costumava consumir drogas nas proximidades do bar.
Laires é traficante e repassava drogas à vítima que, por sua vez, revendia para que pudesse consumir. Laires foi preso dias depois pelo crime de receptação, quando foi reconhecido como a pessoa que matou Mayron.
































