Vereadores votarão esta semana proposta que restringe adensamento populacional na região do Jardim Botânico

A hegemonia da base de apoio ao prefeito Paulo Garcia (PT), na Câmara de Goiânia, será testada nesta semana, quando será colocado em votação o projeto de lei do vereador Paulo Magalhães (SDD) que restringe o adensamento populacional nas imediações do Jardim Botânico.

A proposta de Magalhães inclui o Setor Pedro Ludovico, sua principal base eleitoral, e parte do Jardim Botânico dentro das áreas de desaceleração de densidade. O objetivo, segundo ele, é preservar o bioma local e proporcionar qualidade de vida dos moradores da região.

Ocorre que esse projeto bate de frente com o anteprojeto de lei que está sendo elaborado pelo Paço, que visa instituir a Operação Urbana Consorciada no local, que deverá abranger 3,5 milhões de metros quadrados entre a Vila Redenção, Setor Pedro Ludovico, Jardim Santo Antônio e Jardim Esmeraldas.

O vereador garante ter o apoio de 22 dos 35 vereadores, inclusive de parte dos que compõem a base aliada do petista e dos quatro integrantes do Bloco Moderado, que rompeu com Paulo Garcia. O distanciamento se deu em virtude do embate entre Zander Fábio (PSL) e o secretário municipal de Governo, Osmar Magalhães, por causa da votação de projeto do Executivo que tratava da venda de 18 áreas públicas municipais.

Zander, assim como os demais membros do bloco, se absteve de votar, alegando que a matéria não previa a destinação de áreas para moradias populares.

Por causa dessa posição, ele foi punido com o corte de indicações de cargos na Prefeitura. Em solidariedade, os demais colegas de bloco decidiram entregar os cargos. Com isso, ficam sem compromisso de votar na Câmara os projetos do prefeito, o que fortalece a bancada de oposição. Agora, Zander pode dar o troco, já que ele, como relator do projeto de Magalhães, já adiantou que vai endurecer ainda mais em relação ao adensamento urbano em torno do Jardim Botânico.

“Estou fazendo um relatório favorável, para que aquela área não seja de adensamento básico, que proíba verdadeiramente a construção de arranha-céus, num perímetro de 350 metros quadrados”, explicou, citando outras medidas proibitivas. Tanto Zander como Paulo Magalhães afirmam que o projeto será aprovado, provavelmente na próxima semana. Os dois garantem que se a proposta for vetada pelo prefeito, o veto será derrubado em plenário.

Líder do prefeito, a vereadora Célia Valadão (PMDB) disse não acreditar em dificuldades na aprovação de matérias de interesse do Paço. Ela citou como exemplo a votação do projeto da venda das áreas públicas, que recebeu 19 votos favoráveis. Fonte: Jornal O Hoje