TJGO atualiza Agaia com modelo de IA do Google capaz de processar até 1 milhão de tokens por consulta

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A Agaia, plataforma de inteligência artificial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), foi atualizada com um novo modelo desenvolvido pelo Google capaz de processar até 1 milhão de tokens em uma única consulta. A mudança amplia a capacidade da ferramenta para lidar com documentos extensos, grandes volumes de dados e históricos processuais complexos.

O novo modelo é o Gemini 3.8 Flash, que substitui as versões 2.5 Pro e 3.1 Pro Preview utilizadas anteriormente. A atualização foi conduzida pela Diretoria de Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Estatística do TJGO.

A tecnologia já está disponível nos cinco módulos da Agaia: ExecAgaia, ExecChatAgaia, ChatAgaia, AgenteAgaia e SintetizaAgaia. As ferramentas são utilizadas internamente por magistradas, magistrados, servidoras, servidores, colaboradoras e colaboradores do Tribunal.

O que significa 1 milhão de tokens?

Tokens são pequenas unidades em que o conteúdo é dividido para ser processado por um sistema de inteligência artificial. Uma palavra pode corresponder a um ou mais tokens, dependendo de sua estrutura.

Quanto maior a chamada janela de contexto, maior é a quantidade de informação que o sistema consegue considerar ao mesmo tempo durante uma consulta.

No caso do Gemini 3.8 Flash, essa janela pode chegar a 1 milhão de tokens. Na rotina do Judiciário, isso permite trabalhar com materiais mais volumosos em uma mesma interação, como conjuntos extensos de documentos, históricos processuais e múltiplas fontes de informação.

A capacidade também amplia as possibilidades de utilização da Agaia em atividades de síntese, leitura documental e organização de dados.

Raciocínio ajustado à complexidade

Outra característica do novo modelo é o chamado raciocínio ajustável. Isso significa que a quantidade de processamento empregada pode variar conforme a complexidade do pedido.

Solicitações mais simples podem ser atendidas com maior rapidez, enquanto tarefas mais densas recebem maior dedicação computacional.

Segundo as especificações técnicas consideradas pelo Tribunal, o Gemini 3.8 Flash também apresenta avanços em raciocínio encadeado, uso integrado de ferramentas e execução de fluxos de trabalho mais complexos.

Esses recursos podem beneficiar especialmente atividades que dependem de várias etapas sucessivas de análise.

Agentes de inteligência artificial

Um dos módulos alcançados pela atualização é o AgenteAgaia, voltado à execução de atividades organizadas em etapas, com diretrizes definidas para cada fase do trabalho.

Diferentemente de uma consulta isolada a um chatbot, os chamados agentes de inteligência artificial podem receber uma tarefa mais ampla e executar uma sequência de ações até chegar ao resultado esperado.

A evolução no raciocínio encadeado e no uso de ferramentas permite que esses fluxos sejam executados com maior rapidez e capacidade de processamento.

Modelo deixa versão de prévia

Outro ponto destacado pelo TJGO é que o Gemini 3.8 Flash está em disponibilidade geral, classificação conhecida pela sigla GA, de General Availability.

Essa condição indica que o modelo está disponibilizado para utilização regular em ambientes de produção.

Com a atualização, o Tribunal deixa de utilizar o Gemini 3.1 Pro Preview, uma versão de prévia, e passa a adotar o Gemini 3.8 Flash em toda a plataforma Agaia.