O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) entrou com representação no Ministério Público Federal (MPF) pedindo que o senador eleito por Goiás, Ronaldo Caiado (foto), do Democratas (DEM), seja investigado tendo como base desdobramentos da operação Lava-Jato, que apura esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras. O partido justifica o pedido alegando que duas das empreiteiras indiciadas na operação deflagrada pela Polícia Federal foram doadoras da campanha do democrata: a OAS e UTC-Engenharia. Cada uma teria doado R$ 500 mil ao novo senador.
Em nota, a executiva estadual do Psol afirma que “as eleições se transformaram em um grande negócio, o que torna o processo eleitoral extremamente antidemocrático, porque os candidatos e partidos que se recusam a participar do esquema, como caso do PSOL, são extremamente prejudicados porque não tem condições de competir de igual para igual no processo eleitoral”.
“É por essas e outras, que se torna urgente e necessária, uma verdadeira Reforma Política, que acabe com financiamento privado de campanha, a reeleição e que estabeleça o voto em lista partidária, a revogabilidade de mandato, o voto facultativo, a igualdade no tempo de TV, o fim dos suplentes de senadores, entre outras medidas”, lê-se no texto. “O povo deve decidir qual a reforma política queremos e não esse Congresso eleito com dinheiro da corrupção.”
Em sua defesa, Ronaldo Caiado declarou que nunca existiu e “nem existirá” algo que venha desabonar sua prática política. “Em relação ao financiamento das campanhas, a lei nos autoriza a receber doações e a prestar conta delas. E assim foi feito. Não existe caixa 2 com doador, CNPJ e conta oficial de campanha. O próprio Psol confirma que os recursos entraram pela porta da frente ao revelar que buscou na minha prestação de contas os doadores e os valores”, disse. (Com informações do jornal Opção).

































