Procurador de Justiça Benedito Torres se aposenta do MP de Goiás e passará a advogar

O procurador de Justiça Benedito Torres Neto teve sua aposentadoria voluntária concedida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), com efeitos a partir de 2 de setembro de 2025. O ato foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Cyro Terra Peres, com base na Lei Complementar Estadual nº 25/1998 e demais normas aplicáveis, e garantiu ao membro do MP aposentadoria com proventos integrais e paridade.

Com 35 anos de trajetória na instituição, Benedito Torres afirmou, em carta pública de despedida, que encerra sua missão no Ministério Público “com o sentimento de dever cumprido” e que dará início à carreira na advocacia.

Trajetória no Ministério Público

Torres ingressou no MP aos 27 anos, em 1990, e atuou em diversas comarcas do interior, como Joviânia, Cristalina e Itaberaí. Posteriormente, consolidou sua carreira em Goiânia, onde permaneceu por mais de duas décadas na 6ª Procuradoria de Justiça.

No âmbito associativo, exerceu seis mandatos como presidente da Associação Goiana do Ministério Público (AGMP) – número inédito na história da entidade. Também foi eleito três vezes procurador-geral de Justiça de Goiás e presidiu o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça.

Reconhecimento e agradecimentos

Na carta de despedida, Benedito Torres destacou a gratidão à fé católica, à família e aos colegas de instituição. “Ao Ministério Público entreguei minha juventude, minha história e minha vida. Foram anos de embates intensos, de defesas incansáveis nos Tribunais Superiores, no Congresso Nacional, na política institucional e nos corredores da Justiça”, afirmou.

“Chegou o momento de voltar para casa, de oferecer à minha família e aos meus amigos o tempo e a presença que tantas vezes lhes foram negados. Mas, onde quer que eu esteja, continuarei a lutar por um Ministério Público forte, independente e fiel àqueles que mais necessitam”.

Novo ciclo

Aos 62 anos, Benedito Torres ressaltou que a aposentadoria marca o encerramento de um ciclo de dedicação exclusiva ao Ministério Público, mas não de sua atuação profissional: a partir de agora, passará a se dedicar à advocacia.