Micro e pequenas empresas lideram pedidos de recuperação judicial no País

Segundo levantamento do Serasa Experian, as micro e pequenas empresas lideraram os pedidos de recuperação judicial em julho deste ano, com um crescimento de 131% na comparação com o mesmo período de 2018. De acordo com economistas da instituição, essas empresas também são as mais inadimplentes do país, dado que não apresentou queda desde outubro do ano passado. Essa dificuldade em cumprir os compromissos financeiros pode ser o motivo que as leva ao pedido de recuperação judicial como uma alternativa para sair da crise, mas é preciso saber o tempo ideal para essa solicitação.

Ricardo Dosso, advogado do escritório Dosso Toledo Advogados, de Ribeirão Preto (SP), alerta sobre a importância de uma adequada assessoria para definir o momento correto de entrar com um pedido de recuperação judicial. “A assessoria prestada pelo advogado ao empresário em crise é realizada sob medida, atenta às especificidades do negócio, do setor em que ele atua e do relacionamento com os credores, para traçar objetivos coerentes e realizáveis”, informa.

Em todos os casos, é fundamental um diagnóstico completo da situação da empresa, para que se possa tomar a melhor decisão, com o mapeamento dos seguintes pontos: identificação das causas da crise; intensidade da dificuldade; perfil do endividamento; relacionamento entre as partes envolvidas; momento econômico do mercado; projeções de fluxo de caixa; readequação do capital de giro; e negociação com credores.

A vantagem da recuperação judicial está no aproveitamento dos instrumentos oferecidos pela legislação para realizar uma reestruturação econômico-financeira da empresa que esteja em dificuldades. “Quando bem planejada, com o correto mapeamento do perfil da dívida, a capacidade de geração de caixa e o reforço dos pontos fortes ganham força, facilitando posterior elaboração de um plano de recuperação detalhado, mas realista e objetivo, para possibilitar a aceitação dos credores e a viabilidade da empresa”, explica Ricardo.

O advogado também pontua que, com a recuperação judicial, há a oportunidade de o devedor recuperar sua capacidade produtiva. “Afinal, todo o movimento é acompanhado pelos credores. Com transparência nas ações, há reconquista da credibilidade entre as partes e perante o mercado.”