Acordo estabelece que servidores da Educação devem desocupar Câmara Municipal até terça-feira

Sem a presença de um representante da Prefeitura de Goiânia, a Comissão de Conflitos Fundiários da Secretaria de Segurança Pública realizou nesta sexta-feira (20/6) uma reunião para tratar da reintegração de posse da Câmara Municipal de Goiânia. A Comissão de Conflitos Fundiários da Secretaria de Segurança Pública foi criada há dois anos e tem como objetivo negociar a reintegração de posse quando não é cumprida a decisão judicial.  Ficou acordado que a prefeitura deverá cumprir três pontos discutidos na reunião, e até as 16h da próxima terça-feira (24/6) a categoria deverá desocupar o plenário da Casa. “Tenho certeza que tudo se dará de forma pacífica, mas ficou deliberado também que de qualquer maneira na terça-feira daremos cumprimento à decisão judicial, através da força policial, com a energia necessária”, disse o presidente da comissão, coronel Edson Costa. Os grevistas farão assembleia na terça-feira (24) para resolver se sairão ou não do plenário. Até lá irão esperar uma resolução por parte da prefeitura.

O presidente diz acreditar que o prefeito irá cumprir o que foi acordado. “Não exige de forma direta um esforço financeiro, por isso acredito que não haverá problema”, disse. Ficou resolvido que a gestão municipal deverá pagar os dias em que o ponto dos servidores foram cortados; suspender ação judicial da prefeitura pedindo a ilegalidade da greve – o que resultou em uma multa de R$ 1,3 milhão a ser paga pelo Sindicato Municipal dos Servidores da Educação em Goiânia (Simsed) -, e, por fim, um calendário para cumprir o acordo do ano passado.

Quanto a esse último ponto, o Ministério Público ficou de rever o acordo feito na última greve. Desde o início da paralisação, os servidores da Educação tem como principal reivindicação o cumprimento integral do acordo que ficou resolvido no ano passado. A gestão municipal, por sua vez, dizia que tudo que estava dentro da lei havia sido cumprido.

O Jornal Opção Online entrou em contato com o representante do movimento que participa das reuniões da comissão, o coordenador do Simsed e professor Antônio Gonçalves, que afirmou que o grupo pretende resolver tudo de forma pacífica, mas espera o posicionamento da prefeitura. “Não foi nenhum representante na reunião de hoje, demonstrando a irresponsabilidade quanto aos fatos que ocorrem. Goiânia não tem prefeito”, disse.

Durante o encontro, ficou acordado também junto ao procurador da Câmara Municipal que a água e energia do plenário deverá ser reestabelecida até terça-feira, quando o grupo deverá desocupar a Casa. O Ministério Público ainda pediu que as crianças que estão no plenário sejam retiradas de lá imediatamente, o que foi aceito pelo movimento grevista.

Os professores, que estão paralisados desde o dia 26 de maio, ocuparam o plenário da Casa municipal no dia 10 deste mês, após a rejeição do pedido de impeachment do prefeito Paulo Garcia (PT). Em nota, a prefeitura de Goiânia afirmou que desde o primeiro momento não vê que a reivindicação apresentada pelos grevista está vinculada à desocupação da Câmara, dizendo que entende que a ocupação se deu somente pela rejeição dos vereadores ao pedido de impeachment. Fonte: Jornal Opção