A promotora de Justiça Renata Dantas de Morais e Macedo propôs ação de improbidade administrativa contra o médico Wallerson Castro Herenio, por descumprir princípios da administração pública, em especial os da moralidade e da legalidade, ao agredir fisicamente uma cidadã. Na ação, ela requer que ele seja condenado nos termos do artigo 12, inciso III, da Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), que prevê a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público.
Segundo apurado pelo Ministério Público, no dia 28 de janeiro do ano passado, o médico, que atua como clínico geral na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Verde, agrediu fisicamente Alba Lúcia Oliveira Guimarães, quando ela lhe questionou sobre os medicamentos receitados a um paciente que ela acompanhava. Ela havia dito ao médico que o paciente não poderia tomar a medicação indicada por ser alérgico ao remédio.
Contudo, Wallerson Herenio e Alba Guimarães começaram a discutir e ele pediu para que ela saísse da sala de atendimento. No entanto, ela recusou-se e começou a filmar a situação com seu celular, momento em que ele apertou seu antebraço, puxando a vítima com violência, enquanto ela permanecia sentada. Em seguida, um policial militar que estava de plantão na UPA entrou na sala e, acompanhado de dois outros policias que haviam sido chamados, conseguiu resolver a situação.
Em razão das agressões, ela sofreu hematomas e edemas e começou a sentir dores no braço e no seio direitos. Após consultar-se com um mastologista, foi diagnosticado que houve um ligeiro desvio da prótese mamária que Alba Lúcia possui, tendo sido sugerida a avaliação para uma cirurgia plástica. Por indicação médica, ela afastou-se de suas atividades normais por 40 dias.
Criminal
A promotora Renata Dantas esclarece ainda que foi instaurado termo circunstanciado de ocorrência visando apurar a agressão física, havendo transação penal com o pagamento, por Wallerson Herenio , de prestação pecuniária no valor de R$ 12 mil a Alba Lúcia. Fonte: MP-GO
































