MP arquiva investigação e anula acusações de relação de Marconi com Carlinhos Cachoeira

O Conselho Superior do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) decidiu ontem (1º) arquivar procedimento investigativo aberto em 2012, após a deflagração da Operação Monte Carlo, para averiguar possível ato de improbidade administrativa do governador Marconi Perillo (foto), do PSDB, devido a suspeita de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.  

O atual procurador-geral, Lauro Machado Nogueira, que tem atribuição privativa para investigar atos do governador, delegou ao sub-procurador-geral, Spiridon Nicofotis Ayfantis, a função de presidir as investigações. De posse das cópias do inquérito feito pela Polícia Federal e enviado pelo Superior Tribunal de Justiça o sub-procurador-geral conduziu os levantamentos e deixou de indicar Marconi Perillo por “falta de provas” de seu envolvimento com qualquer ato ilícito.

Por se tratar de pedido de arquivamento de investigação o sub-procurador precisou submeter sua decisão ao Conselho Superior do MP, como se fosse um procedimento para que o órgão colegiado avalizasse sua opção pelo arquivamento. Ao retornar a instância superior o procedimento foi distribuído para a procuradora de Justiça Ana Cristina Ribeiro Peternella França, a quem coube relatar o processo no Conselho.

Os fundamentos da Procuradora foram no sentido de que o governador Marconi Perillo não teve provada qualquer relação com os atos imputados de ilegais e descritos no relatório da Operação Monte Carlo. Por se tratar de interceptação de conversas telefônicas e quebra de sigilo bancário as provas precisaram ser mantidas no sigilo, o que foi determinante para a sessão do Conselho Superior ter sido secreta no julgamento do caso envolvendo o governador Marconi Perillo. Com informações do Diário da Manhã