Teve início nesta terça-feira (5) a terceira edição da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A mobilização segue até o dia 15 de agosto e tem como objetivo intensificar a coleta de material genético para inclusão nos bancos de perfis genéticos estaduais, distrital e nacional.
Neste ano, foram disponibilizados 334 pontos de coleta em todo o país, com a presença de peritos capacitados para acolher os familiares interessados em contribuir com o processo de identificação genética. A campanha busca reforçar o trabalho contínuo de localização e identificação de pessoas, a partir do cruzamento de dados genéticos com os registros disponíveis em instituições de saúde, assistência social e segurança pública.
O material genético deve ser preferencialmente coletado de familiares de primeiro grau, como pai, mãe, filhos ou irmãos da pessoa procurada. Também é possível fornecer itens de uso pessoal da pessoa desaparecida ou amostras biológicas, como dentes de leite. A coleta é simples, feita por meio de esfregaço bucal com cotonete ou gota de sangue retirada do dedo.
Durante a cerimônia de lançamento, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou que a campanha tem como finalidade “resgatar a dignidade das famílias e proporcionar respostas a processos que permanecem abertos e dolorosos”. A diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Seixas de Figueiredo, ressaltou que, embora o serviço esteja disponível ao longo de todo o ano, a campanha tem o papel de ampliar a visibilidade do procedimento e articular a atuação conjunta dos laboratórios estaduais.
Para a coleta, é necessário apresentar documento de identificação, cópia do boletim de ocorrência com número, estado e delegacia de registro, além da assinatura do termo de consentimento para a análise do material. O uso do DNA coletado é exclusivo para a finalidade de identificação.
As informações genéticas obtidas são inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) e confrontadas com dados de restos mortais humanos não identificados, bem como de pessoas vivas com identidade desconhecida que se encontram em hospitais, abrigos ou outras instituições. O banco é atualizado continuamente, e os cruzamentos ocorrem automaticamente a cada nova inclusão de dados.
Na segunda edição da campanha, realizada em 2024, foram coletadas 1.645 amostras, que resultaram na identificação de 35 pessoas. Para os organizadores, cada identificação representa a entrega de uma resposta concreta às famílias envolvidas e reforça a importância da manutenção e ampliação da iniciativa.
Mais informações sobre os locais de coleta e documentos necessários estão disponíveis no site oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O atendimento também pode ser feito pelos canais institucionais das polícias civis de cada estado.
































