As polícias Federal, Rodoviária Federal e policiais civis de 12 Estados vão parar os serviços e atendimento nesta quarta-feira (21). Participam do ato que reivindica uma nova política de segurança pública para o País os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Pará, Paraíba, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rondônia, e Bahia.
Os policiais civis do Amapá, do Maranhão, do Rio Grande do Norte, do Rio Grande do Sul e de Roraima, além do Distrito Federal, realizam assembleia nesta terça-feira (20) para definir se vão aderir à paralisação por 24 horas.
O Sindicato dos Policiais Federais em Goiás (SINPEFGO) informou que a categoria do Estado não vai participar do protesto porque já havia uma reunião agendada para a data, na qual será debatida a solicitação de reposição salarial de 15,8%, investimento e independência da Polícia Federal (PF) e ainda a realização de uma greve durante a Copa do Mundo.
Reivindicação
A criação de uma carteira de identidade única e um banco de dados criminal interligado, reajuste salarial, plano de carreira, instalação de serviços de saúde e prevenção contra a depressão, anistia de processo administrativo para os grevistas de 2012, maiores investimentos e fim do controle político estão entre as solicitações da PF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“Você sabe qual será o legado da Copa do Mundo para a segurança pública? Nenhum. Os índices de criminalidade vão reduzir em todo o País durante o evento, mas depois tudo voltará ao normal”, afirma o presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), Jânio Gandra.
Para o presidente do SINPEFGO, Adair Ferreia, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), como a que foi tomada ontem pelo ministro Teori Zavascki – que suspende o inquérito da Operação Lava Jato, os mandados de prisão já emitidos e determina a remessa imediata dos autos para o STF – reforçam a necessidade de uma PF independente. “Temos várias interferências patrocinadas pelo governo e isso é temeroso. Queremos autonomia para trabalhar, investigar, uma polícia desvinculada de qualquer órgão, com independência administrativa e financeira, assim como o Ministério Público.”






























