Consultas de partes, classes e assuntos mais eficientes, melhor desempenho na abertura dos autos digitais e no uso de etiquetas, criação de notas visíveis em todas as sessões de julgamento e aprimoramento da integração com o Sisbajud estão entre as mudanças implementadas no Processo Judicial Eletrônico (PJe) do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A Corte passou a operar, desde a última terça-feira (1º), com a versão 2.13.3 do sistema nos primeiro e segundo graus.
A atualização também trouxe melhorias relacionadas ao Domicílio Judicial Eletrônico, perícias, peticionamento, audiências, documentos sigilosos, distribuição e redistribuição de processos, votação colegiada e assinatura com Token PJe.
Entre os novos recursos estão ainda a exibição do nome social em modelos de documentos, a identificação da condição de indígena nos atos processuais e a ampliação dos serviços para envio de intimações ao PrevJud. O Painel do Usuário Interno e os autos digitais também receberam novos recursos visuais.
Com a mudança, o TRF1 passa a utilizar a versão mais atualizada do PJe, incorporando funcionalidades, melhorias e correções desenvolvidas de forma colaborativa pela comunidade de tribunais que trabalham na evolução do sistema.
Atualização sem paralisações
Segundo o juiz federal Rafael Leite Paulo, juiz auxiliar coordenador de Tecnologia da Informação do TRF1, a estratégia adotada na gestão da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso busca incorporar novas funcionalidades e correções sem comprometer o funcionamento do sistema utilizado para a tramitação dos processos.
“A proposta é incorporar melhorias e correções sem causar paralisações dos sistemas. O intuito é que o usuário não seja afetado por atualizações do sistema processual, ao mesmo tempo em que tira proveito das melhorias e correções no seu funcionamento”, explicou.
Diferentemente de atualizações anteriores do PJe, que demandaram períodos maiores de estabilização e ajustes, a migração para a versão 2.13.3 ocorreu sem intercorrências relevantes, segundo o Tribunal.
Rafael Leite Paulo atribuiu o resultado ao trabalho das equipes de TI e à participação de servidores, juízes e desembargadores dos dois graus de jurisdição, que avaliaram previamente os impactos da nova versão em suas atividades diárias em um ambiente isolado de testes.
Próxima versão
O TRF1 já se prepara para implementar a versão 2.13.4 do PJe, atualmente em desenvolvimento pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A estratégia, conforme o Tribunal, é manter um processo contínuo de atualização para proporcionar maior estabilidade e eficiência às ferramentas utilizadas diariamente pelos usuários.
Outra medida em avaliação é a inclusão de usuários externos no grupo de homologação das futuras versões. A proposta é permitir que representantes das funções essenciais à Justiça também participem dos testes e contribuam para a identificação de demandas antes da implantação das atualizações no ambiente de produção.
“Nossa estratégia hoje não é apenas corrigir falhas isoladas, mas avançar de forma constante, ajudando a comunidade do PJe a construir um sistema cada vez mais robusto, rápido e estável”, afirmou Rafael Leite Paulo.
As equipes de Tecnologia da Informação permanecem acompanhando o funcionamento da versão 2.13.3 em ambiente de produção para realizar eventuais ajustes necessários.
































