A juíza Placidina Pires, da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores, condenou seis empresários por participação em um esquema de lavagem de dinheiro. A sentença resulta das investigações da Operação Red Bank, conduzida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) com apoio de órgãos de inteligência financeira. Da decisão cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Goiás.
Segundo a denúncia apresentada pelo MPGO, os empresários atuavam nos setores de turismo e comércio de veículos e integravam organização criminosa responsável por lavar recursos oriundos do tráfico de drogas. As apurações indicam movimentação ilícita estimada em aproximadamente R$ 500 milhões, valor considerado expressivo no cenário de crimes financeiros no país.
As investigações apontaram o uso de empresas de fachada, operações bancárias de alto valor e compra de dólares em nome de terceiros — muitos sem ciência da participação no esquema. Também foram identificadas práticas de “smurfing”, com fracionamento de grandes quantias em pequenas transações para dificultar o rastreamento. A Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectaram incompatibilidade entre as movimentações e a capacidade econômica das empresas, o que levou à quebra de sigilos bancário e fiscal.
Condenações e regime de cumprimento
Os seis réus receberam penas de reclusão em regime fechado, a serem cumpridas na Penitenciária Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia. As penas variam entre 8 e 17 anos de reclusão, conforme a participação e gravidade da conduta atribuída a cada um.
Além das penas, a Justiça determinou o bloqueio, apreensão e sequestro de imóveis, veículos de luxo, contas bancárias e ativos financeiros dos condenados e de suas empresas. A medida, segundo a magistrada, busca assegurar o ressarcimento ao erário e impedir que os bens adquiridos de forma ilícita sejam usufruídos após o cumprimento das penas.
Fundamentação da sentença
Na decisão, a juíza Placidina Pires ressaltou a gravidade do caso.
“A sofisticação do esquema criminoso e o envolvimento de pessoas com alto poder econômico tornam o caso ainda mais grave, exigindo resposta penal proporcional e exemplar”, afirmou.
A Operação Red Bank teve início após comunicações de movimentações atípicas por instituições financeiras e contou com apoio da Polícia Civil, do Coaf e da Receita Federal. O nome da operação faz referência às contas bancárias suspeitas utilizadas pelo grupo, denominadas de “bancos vermelhos” pelas autoridades. Com informações do TJGO
































