Convênio entre OAB/Casag deve permitir treinamento de advogados para uso de armas de fogo

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil discutiram nesta terça-feira (4) com a Polícia Civil a realização de um convênio entre a corporação e OAB/Casag para a realização de curso de treinamento e capacitação de advogados na utilização de armas de fogo. A iniciativa teria o custo das munições, com 150 disparos.

O convênio deverá ser firmado com a Polícia Civil por meio da academia da corporação, e oferecerá treinamento e capacitação para os advogados que queiram e que já tenham porte regular de arma de fogo.

Além do curso de tiro, foi discutida na reunião de ontem medidas de segurança para os advogados, como a liberação de porte de armas para a categoria como forma de “autodefesa”. A matéria, no entanto, precisa ser discutida no Congresso Nacional a quem cabe aprovar lei específica sobre o caso.

Assassinatos

A reunião na Polícia Civil foi solicitada e ocorreu após o assassinato de mais dois advogados em Goiás, ocorrido no dia 28 de outubro, dentro do próprio escritório em Goiânia. Foram mortos brutalmente Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes, de 47.

Dois suspeitos foram identificados. Pedro Henrique Martins Soares, de 25 anos, foi preso e confessou ter atirado nos advogados e sustenta a versão de latrocínio, quando o roubo resulta em morte. A Polícia Civil não acredita na versão de que ele e o comparsa, Jaberson Gomes, morto em confronto com a PM do Tocantins, tenham viajado mais de 1 mil quilômetros até Goiânia para roubar R$ 2 mil no escritório dos advogados.

Em nota, a Polícia Civil informa que a força-tarefa logo para investigar o crime segue “em diligências para apurar a motivação do assassinato” e também apura a possibilidade de existir um mandante do crime. O comunicado destaca ainda que o inquérito está sob sigilo e detalhes só serão passados quando da sua conclusão. A OAB-GO também não está convencida do latrocínio.