Acusado de homicídio por desavença por drogas afirma que Praça do Trabalhador é “cracolândia”

A Praça do Trabalhador é uma “cracolândia”. A afirmação é do acusado Ray Julião Carneiro, de 20 anos,  submetido hoje (10) a julgamento pelo 1º Tribunal do Júri de Goiânia, presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, pela prática de homicídio contra a vítima Edivaldo Pereira Cardoso e uma tentativa de homicídio contra Esequiel Rodrigues Pereira, no dia 22 de março de 2013, por volta de 01h15, na Avenida Independência, esquina com Rua 72, Setor Central. O crime aconteceu por desentendimento a respeito de drogas.

Durante o interrogatório, o réu afirmou, na sessão do júri popular, de maneira categórica e sarcástica aos jurados, que a Praça do Trabalhador é uma cracolândia e ali todos consomem e vendem entorpecentes livremente a qualquer hora do dia e da noite e que “a Polícia Militar nem passa por lá e quando vai ao local não faz nada” . Afirmou, ainda, que “os homem do governo”, referindo-se ao poder público, não se importam com nada. E completou em tom de gozação de que “quem quiser usar cachimbo e comprar pedra pode ir lá”.

Para o magistrado Jesseir, a atitude do réu em falar sem destemor em uma sessão do Tribunal do Júri, perante juiz, promotor, advogado, jurados e os próprios policiais presentes, demonstra claramente o reflexo da criminalidade no meio da sociedade e que esta já não crê nas atitudes das autoridades. “Isso é preocupante”, afirma o magistrado, ao afirmar que réu, que está detido na Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia, foi condenado a 17 anos e 2 meses de reclusão.