Em assembleia geral extraordinária realizada na tarde de quarta–feira (04/03), os servidores do Ministério Público da União (MPU) deliberaram, por unanimidade, pela continuidade do movimento paredista em Goiás. Hoje (05/03), a greve nacional histórica da categoria completa 1 mês e será comemorada durante as assembleias realizadas nas 140 unidades do MPU paralisadas. Em Goiânia, a comemoração da data ocorrerá em assembleia geral a ser realizada, às 15 horas, no edifício-sede do Ministério Público do Trabalho (Av. T-63, n. 1.806, Nova Suíça).
Há nove anos sem recomposição salarial, os servidores do MPU estão em greve pela inclusão de dotação orçamentária para que os salários da categoria sejam corrigidos pela defasagem inflacionária ainda em 2015. Na terça-feira (03/03), promoveram o segundo ato público nacional em frente à Procuradoria Geral da República, de onde seguiram em protesto até o Congresso Nacional.
Em Goiás, o movimento paredista que iniciou no dia 9 de fevereiro, possui a adesão de 70% da categoria. A administração do Ministério Público Federal (MPF), por meio da Portaria n. 31, publicada em 25 de fevereiro, comunicou, desde então, a redução do horário de atendimento ao público para das 13 às 18 horas, enquanto durar a greve. A situação também causa prejuízos no andamento das atividades no Ministério Público do Trabalho da 18ª Região.
O diretor regional do Sinasempu (Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União), Gilmar Barros Costa, ressalta a categoria enfrenta atualmente uma situação limite, na qual mobiliza-se nacionalmente para defender os seus direitos enquanto classe trabalhadora para que possa ter condições de defender o direito de toda a sociedade. De acordo com ele, o comando regional de greve está em constante interlocução com a bancada goiana no Congresso Nacional para garantir a dotação orçamentária necessária para a correção da defasagem salarial neste ano. O dirigente também destaca a importante ação da administração do Ministério Público do Trabalho em Goiás em solicitar o apoio formal dos parlamentares goianos e de todos os procuradores-chefes do Trabalho à causa dos servidores do MPU.
































