A 2ª Vara Criminal de Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia decidiu mandar a júri popular Maykon de Souza Aires e Heberson Cleyton Nunes da Mota pela prática de tentativa de homicídio qualificado contra uma advogada. O crime ocorreu em outubro de 2023, no Parque Santa Rita, em Goiânia. O Rota Jurídica não conseguiu contato com a defesa dos réus, mas o espaço continua aberto para manifestação.
A decisão de pronúncia foi proferida pelo juiz em substituição Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, que reconheceu a materialidade do crime e a existência de indícios suficientes de autoria. O magistrado também ressaltou a presença das qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, determinando que os acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Caso
Segundo a denúncia, a vítima foi atraída por Maykon, que dizia querer se desculpar por um desentendimento anterior. No entanto, ao entrar no veículo com ele, foi agredida com socos no rosto, sendo chamada de “vagabunda” e responsabilizada por problemas pessoais. Durante a agressão, Heberson, namorado de Maykon, aproximou-se e teria tentado asfixiá-la, colocando a mão em seu pescoço e os dedos em sua garganta, enquanto o outro acusado prosseguia com os golpes.
A violência foi interrompida quando uma vizinha ouviu os gritos de socorro e interveio, fazendo com que os acusados fugissem. A advogada sofreu fraturas faciais, sangramentos e sequelas físicas e psicológicas, como crises de pânico e dificuldades de retomar sua rotina. De acordo com a acusação, a motivação do crime teria sido ciúme e desejo de vingança, em razão de um envolvimento anterior da vítima com um dos acusados.
Decisão
Na fundamentação, o juiz destacou que a vítima foi induzida a acreditar que teria uma conversa de reconciliação, sendo surpreendida com agressões violentas e tentativa de asfixia. Com a decisão, caberá agora ao Tribunal do Júri de Goiânia julgar o caso em plenário, analisando as provas de forma soberana. Os réus poderão recorrer em liberdade.
*O nome da advogada não foi divulgado para resguardá-la.































