SAPeJUS faz encontro com empresários para ampliar parcerias para o emprego de presos

A Secretaria da Administração Penitenciária e Justiça (SAPEJUS) realizou na noite desta segunda-feira (07/04), em parceria com a Federação da Indústria e Comércio do Estado de Goiás (FIEG), um encontro com empresários do setor da indústria e do comércio, com o objetivo de possibilitar a esse público um maior conhecimento sobre alguns projetos importantes da política de ressocialização de detentos, afim de que sejam ampliadas as possibilidades de parcerias com a iniciativa privada para a ocupação de mão-de-obra carcerária no Estado.

A reunião, presidida pelo secretário Edemundo Dias de Oliveira Filho (foto) e o presidente da federação Pedro Alves de Oliveira,  ocorreu no auditório da presidência da FIEG e contou com a participação de 70 empresários que lotaram o local. Na pauta, a apresentação do Polo Esperança Polo Industrial (PEPI), que deverá ofertar emprego para toda a população carcerária do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia a partir da construção, em parceria com empresários goianos, de galpões industriais naquela localidade; aquisição de bloqueadores celulares para reduzir os riscos de comunicação externa da população carcerária com a sociedade, o que deverá refletir na diminuição de crimes praticados de dentro das celas; e a implantação do Programa de Monitoração Eletrônica, com a instalação de tornozeleiras eletrônicas em presos dos regimes abertos e semiabertos, já tendo a SAPeJUS contabilizado, em quase 30 dias de execução, 348 detentos monitorados.

Os empresários puderam tirar dúvidas sobre as ações apresentadas pelo secretário Edemundo Dias. De acordo com ele, essa foi uma das inúmeras oportunidades já provocadas pela SAPeJUS para uma maior sensibilização dos empresários, no sentido de que sejam parceiros do Estado na realização de programas que resultem em melhores condições de reinserção do preso na sociedade.  ‘Hoje, nós já temos uma aproximação relevante do empresariado com os projetos da Execução Penal na área de ressocialização. Temos um galpão industrial no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia com pelo menos 10 grandes empresas, com produção diária e produção de renda, a partir da utilização da mão-de-obra carcerária local”, explicou ele. “O que nós pretendemos é que essas parcerias sejam ampliadas cada vez mais, de maneira que possamos melhorar nossos índices de empregabilidade da população carcerária em Goiás. E, hoje, nós temos melhores condições de oferecer mais segurança ao empresariado na hora dele decidir ser nosso parceiro. É o que mostramos hoje aqui a partir das vantagens que oferecem as tornozeleiras eletrônicas. O preso do aberto e do semiaberto, por exemplo, estando monitorado, é uma maior segurança para o empresariado que o contrata lá fora”, completou ele.

Goiás, hoje, segundo dados do CNJ tem um dos melhores índices de ocupação de mão-de-obra carcerária com 32%, enquanto que a média nacional é de 10%. A maior parte dos detentos empregados é em vagas de emprego abertas pela iniciativa privada. O presidente da FIEG, apoiou a iniciativa da SAPeJUS. “Estamos conscientes do nosso papel”, disse Peddro Alves de Oliveira ao comentar que é importante que os empresários contribuam com a ressocialização de detentos.

Na mesa que presidiu os trabalhos da reunião estavam presentes além dos dois gestores que presidiram o encontro, também a juíza da 2ª Vara de Execução Penal da Comarca de Goiânia, Wanessa Rezende Fuso Brom;  além de diretores de regionais da FIEG. Na plateia, entre os empresários, estavam servidores da SAPeJUS de áreas estratégicas com relevâncias para os temas que foram expostos:  O superintendente de Segurança Penitenciária, João Carvalho Coutinho Júnior;  o Gerente da 1ª Regional metropolitana, Leandro Exequiel; o Superintendente de Reintegração Social e Cidadania, Aristóteles Sakai; e o Gerente de Monitoração Eletrônica, Weber de Paula.