O julgamento dos três policiais militares acusados de participação na morte do advogado Davi Sebba Ramalho entra na reta final nesta sexta-feira (2), em Goiânia. Após a conclusão de quase toda a fase de instrução em plenário, a previsão é de que ocorram os debates entre acusação e defesa antes da votação dos quesitos pelo Conselho de Sentença.
Na quinta-feira (1º), foram ouvidas 14 das 15 testemunhas previstas, sendo oito de acusação e seis de defesa. Também foram realizados os interrogatórios dos três militares julgados: o tenente Ednailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e Jonathas Atenevir Jordão. Os dois primeiros ainda integram os quadros da PM, mas Jonathas deixou o cargo. Ele é apontado como autor do disparo que matou a vítima.
Com o avanço da sessão hoje, a expectativa é de que o julgamento seja concluído ainda nesta sexta-feira, quando os jurados deverão decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.
Crime ocorreu em 2012
Davi Sebba Ramalho tinha 38 anos quando foi morto, em 5 de julho de 2012, dentro do próprio carro, no estacionamento de um supermercado na região da Avenida T-9, em Goiânia.
À época, a Polícia Militar de Goiás informou que os agentes haviam recebido uma denúncia de que o advogado estaria no local para um encontro relacionado à compra de drogas.
Os três policiais respondem por homicídio.
Mais de 14 anos até o julgamento
Desde a morte do advogado, o processo passou por diferentes etapas de investigação, recursos e decisões judiciais, até chegar ao plenário do Tribunal do Júri.
Mais de 14 anos após o crime, caberá agora aos jurados decidir se os três policiais devem ser responsabilizados pela morte de Davi Sebba.
Após os debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença responderá aos quesitos formulados pelo juízo. Em seguida, será proferida a sentença conforme a decisão dos jurados.

































