Diego Fonseca Borges foi condenado a 19 anos, 4 meses e 22 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de Ielly Gabriele Alves, de 23 anos, em Jataí. A jovem filmou com o próprio celular o momento em que o então namorado efetuou o disparo que a matou. O julgamento começou às 9 horas de quinta-feira (27/8) e terminou às 6h12 desta sexta-feira (28/8), após mais de 21 horas de sessão.
Os jurados reconheceram, por maioria, a materialidade e a autoria do crime, além do motivo torpe, da emboscada, do recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e da qualificadora do feminicídio. Também foi reconhecido o dolo direto e rejeitada a absolvição.
O juiz Lucas Caetano Marques de Almeida, da 2ª Vara Criminal de Jataí, determinou o imediato cumprimento da pena e manteve a prisão de Diego. A sentença também fixou em R$ 250 mil o valor mínimo para reparação dos danos morais causados aos familiares de Ielly.
Denúncia
Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), Diego e Ielly mantiveram um relacionamento por aproximadamente um ano e seis meses, marcado por ciúmes excessivos, ameaças, agressões e desentendimentos. A vítima havia decidido terminar o relacionamento.
Em 4 de novembro de 2023, Diego convidou Ielly para ir a um rancho pertencente a um tio dele, na zona rural de Jataí. Depois de deixarem o local, ele conduziu o veículo por uma estrada de terra e parou em um trecho ermo. Armado, permaneceu com a vítima no local.
Diante da situação, Ielly começou a filmar Diego com o celular. A gravação registrou o momento em que ele acionou o gatilho da arma e efetuou o disparo que atingiu a jovem. O crime, segundo o MPGO, ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar e após o réu não aceitar o fim do relacionamento.
Após o disparo, Diego levou Ielly ao hospital e acionou a Polícia, alegando que os dois haviam sido alvejados por pessoas em uma motocicleta. Ele também tentou sustentar a versão diante dos familiares da vítima. A investigação, contudo, apontou que o próprio ex-namorado havia efetuado o disparo.
O MPGO foi representado no julgamento pelos promotores de Justiça Lucas Otaviano da Silva e Luis Gustavo Soares Alves. A denúncia foi oferecida em dezembro de 2023 pelo promotor Wagner de Pina Cabral. Ielly morreu em decorrência do ferimento provocado pelo disparo. (Com informações do MPGO)
































