Comissão Julgadora do Prêmio Innovare escolhe finalistas nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (26), os membros da Comissão Julgadora do Prêmio Innovare estarão reunidos virtualmente, através de videoconferência, para debater e decidir sobre os indicados para a fase final da premiação. O Prêmio Innovare, que está na 17ª. edição, destaca as boas iniciativas da área jurídica, idealizadas e colocadas em prática por advogados, defensores, promotores, magistrados e por profissionais interessados em aprimorar a Justiça brasileira e facilitar o acesso da população ao atendimento.

O encontro será realizado de forma remota, para garantir a segurança de todos os participantes durante o período de isolamento social. Para isso, foi desenvolvido um sistema de votação que mantém o sigilo sobre o resultado. Ao todo serão escolhidos 13 indicados: um para a premiação Destaque, com o tema Defesa da Liberdade; e dois para cada uma das categorias Justiça e Cidadania, Advocacia, Defensoria Pública, Ministério Público, Juiz e Tribunal. O anúncio sobre os finalistas será feito somente após o dia 9 de novembro.

Precisamos deste período de aproximadamente sete dias úteis, após a reunião, para contatar todos os candidatos selecionados e comunicar sobre os procedimentos até a data da premiação, que acontecerá em dezembro”, explica a coordenadora do Prêmio, Raquel Khichfy. “Nem mesmo os participantes da reunião de julgamento vão saber o resultado imediatamente após o encontro”, afirma.

Sistema de votação garante sigilo
Em 2014, o Innovare alterou a forma de anunciar seus finalistas. Criou um sistema de votação eletrônico, através de pagers, evitando que o voto fosse declarado em voz alta pelos membros da Comissão Julgadora, durante a reunião. Nesta edição, para manter o sigilo e organizar os votos, um novo sistema foi criado.

A escolha será feita de forma remota, com o resultado conhecido apenas pelos coordenadores da premiação. “Assim, garantimos a exatidão na contagem de votos e preservamos o sigilo do resultado e dos avaliadores”, conta Raquel.

Processo de avaliação começou em agosto
Mesmo com o isolamento social e as notícias sobre a pandemia durante o período de inscrições, a premiação manteve a média de candidatos, com participação de todas as unidades da Federação.

Ao todo, 646 práticas foram pré-selecionadas para esta 17ª. edição do Prêmio Innovare. Cada uma delas recebeu a visita virtual de consultores especializados, responsáveis por recolher informações adicionais sobre os participantes e sobre os beneficiados das práticas. Além de entrevistas, foram coletados fotografias, vídeos e materiais que comprovam a eficácia e o processo de realização das iniciativas.

Os consultores organizaram um dossiê sobre cada um dos trabalhos para envio e avaliação pela Comissão Julgadora, de que fazem parte personalidades do mundo jurídico, acadêmico e empresarial.

No processo de escolha dos finalistas, os membros da Comissão são divididos em equipes, que têm a missão de ler e avaliar todas as práticas de uma determinada categoria. A partir daí, indicam os trabalhos mais relevantes, que são defendidos perante toda a Comissão Julgadora, para decisão sobre os dois finalistas em cada área.

“Esse debate envolve profundamente os membros da Comissão, que se esmeram em defender as práticas, mostrando todos os benefícios e vantagens das iniciativas em relação às concorrentes. É um trabalho árduo, porque as iniciativas, invariavelmente, são excelentes e torna-se muito difícil escolher, entre elas, apenas duas, em cada categoria, que seguirão para a fase final”, conta Raquel.

Após a escolha, a Coordenação do Prêmio entra em contato diretamente com cada um dos finalistas, por meio telefônico e por e-mail, para informar sobre a indicação. “Não é raro o finalista se assustar e emocionar com o telefonema. Já houve casos em que pensaram que o contato era um trote. O aviso é emocionante também para nós, que acompanhamos todo o processo”, conta Raquel, que coordena o Innovare desde 2005.