Advogada acusada de envenenar ex-sogro e mãe dele é condenada por perseguir ex-namorado

A advogada Amanda Partata Mortoza, presa preventivamente e acusada de matar o ex-sogro e a mãe dele por envenenamento em Goiânia, foi condenada a 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de extorsão, perseguição e falsidade ideológica praticados contra o ex-namorado. A sentença foi proferida pelo juiz Luciano Borges da Silva, que também determinou o pagamento de R$ 25 mil por danos morais à vítima.

Conforme a decisão, a pena foi fixada em 5 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão pelo crime de extorsão, 7 meses de reclusão por perseguição e 3 meses e 15 dias de detenção por falsidade ideológica. O magistrado ainda aplicou multa correspondente a 72 dias-multa, calculados com base em um décimo do salário mínimo vigente à época dos fatos, ocorridos em 2023. Os valores serão destinados ao Fundo Penitenciário Estadual.

Ao analisar o crime de perseguição, o juiz reconheceu a incidência da agravante de motivo torpe. Segundo ele, a conduta foi motivada pela inconformidade da acusada com o término do relacionamento.

“Considerando que a perseguição foi motivada pelo término do relacionamento, não tendo a acusada aceitado o fim do namoro e sendo impelida pelos sentimentos de abandono, frustração, raiva e vingança”, registrou o magistrado na sentença.

Em relação à indenização por danos morais, Luciano Borges da Silva destacou os impactos causados à vítima. Conforme a decisão, as condutas atribuídas à ré provocaram abalo emocional e psicológico, além de interferirem na rotina pessoal, social e profissional do ofendido.

A defesa de Amanda Partata não havia se manifestado sobre a condenação até a última atualização do caso. Durante audiência de instrução realizada em fevereiro deste ano, o advogado Rodrigo Faucz sustentou que a acusada apresenta problemas de saúde mental.

Duplo homicídio

Amanda Partata está presa desde 20 de dezembro de 2023, quando foi detida sob suspeita de envenenar Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e sua mãe, Luzia Alves, de 86 anos.

De acordo com a investigação, as vítimas passaram mal após consumirem bolos de pote levados pela advogada. Laudo da Polícia Científica constatou a presença de veneno nos alimentos. A acusada ainda aguarda julgamento pelo duplo homicídio.