Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a sustentabilidade volta ao centro do debate público. A pauta, tradicionalmente ligada à preservação ambiental, hoje também alcança temas como governança, gestão corporativa, metas ESG e responsabilidade institucional.
No ambiente corporativo, a agenda ESG deixou de ser tratada apenas como posicionamento institucional e passou a exigir planejamento, indicadores, metas e acompanhamento. Essa mudança também alcança o setor jurídico, que tem papel relevante tanto na orientação estratégica de empresas quanto na estruturação interna de práticas de governança, responsabilidade socioambiental e transparência.
Um exemplo desse movimento é o Brasil Salomão e Matthes Advocacia, que tem filiais espalhadas pelo país, incluindo uma unidade em Goiânia e sede Ribeirão Preto (SP), que consolidou recentemente sua agenda ESG em um relatório estruturado a partir de padrões reconhecidos e compromissos públicos. O documento estabelece 18 metas distribuídas entre os eixos ambiental, social e de governança, com prazos definidos entre 2026 e 2028.
No eixo ambiental, estão previstas ações como eliminação de copos plásticos descartáveis, implantação de coleta seletiva padronizada e monitoramento do consumo de energia elétrica. O escritório também já conta com estrutura de geração fotovoltaica, com potencial estimado de redução de cerca de 10 toneladas de CO₂ por mês.
Também em 2026, essa frente ambiental ganhou expressão simbólica durante a programação de aniversário de 57 anos do escritório, com o plantio de 57 árvores promovido pelo Instituto Brasil Salomão em parceria com o projeto ArboreSer. A ação de impacto ambiental conectou a celebração institucional a uma prática concreta de sustentabilidade, em sintonia com os compromissos assumidos na agenda ESG.
Para o sócio advogado e diretor executivo Evandro Grili, que atua na área ambiental, o Dia Mundial do Meio Ambiente ajuda a recolocar em perspectiva a importância de tratar sustentabilidade como prática de gestão. “A agenda ambiental não pode ficar restrita ao discurso ou a ações pontuais. Quando uma instituição transforma compromissos em metas, indicadores e processos de acompanhamento, ela passa a tratar sustentabilidade como parte da sua responsabilidade estratégica”, afirma.
Na dimensão social, o relatório contempla iniciativas de diversidade, equidade e inclusão, ampliação da presença feminina em cargos de liderança, estruturação de programas de bem-estar, formalização de políticas de investimento social e atuação pro bono.
Já no eixo de governança, que concentra o maior número de compromissos, as metas envolvem compliance, gestão de riscos, privacidade de dados, inovação e relacionamento com stakeholders. A proposta é integrar a agenda ESG à gestão institucional e à forma como o escritório se relaciona com seus diferentes públicos.
Segundo Grili, a consolidação do relatório também representa um processo de organização de práticas que já vinham sendo desenvolvidas ao longo da história do escritório. “Não é inventar uma história, mas tirar uma fotografia de uma trajetória que já existe há décadas no escritório”, afirma.
O relatório foi desenvolvido com suporte da consultoria H&P e segue metodologia baseada no padrão internacional GRI e na norma brasileira ABNT 2030. O processo incluiu escuta de mais de 150 pessoas, entre públicos internos e stakeholders, além de etapas de análise de maturidade, definição de temas materiais e consolidação das diretrizes em um documento único.
Para Rodrigo Forcenette, sócio advogado e diretor executivo do Brasil Salomão e Matthes Advocacia, assumir compromissos públicos também amplia a responsabilidade institucional. “A partir do momento em que você assume publicamente esses compromissos, você também abre espaço para ser cobrado. E isso fortalece a consistência daquilo que está sendo construído”, afirma.
A publicação dialoga com um ambiente de negócios cada vez mais atento à sustentabilidade, à transparência e à responsabilidade corporativa. No setor jurídico, esse movimento tende a ganhar força tanto pela necessidade de gestão interna dos escritórios quanto pelo papel consultivo exercido junto a empresas de diferentes segmentos.






























