Uma juíza goiana, afastada cautelarmente do cargo, em janeiro passado, levou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) denúncia contra a Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás.
A magistrada sustenta que é alvo de investigação abusiva, conduzida com viés de gênero. As informações foram divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, no jornal O Globo.
Afastamento
A magistrada foi afastada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Goiás após pedido da Corregedoria-Geral da Justiça para apurar possíveis irregularidades administrativas e garantir a preservação de provas.
A defesa, porém aponta falhas no procedimento, como a prorrogação de prazos já encerrados e a existência de recurso pendente de análise, sustentando que o caso representa uma retaliação política travestida de investigação institucional.
Pressão política
Na representação, a juíza contesta a condução do processo disciplinar e afirma que não há elementos objetivos que justifiquem as acusações. A defesa da magistrada aponta que a apuração teria sido motivada por pressão política, em razão de decisões proferidas no exercício da jurisdição.
Entre os atos mencionados está decisão que determinou o afastamento de políticos de cargos, por suspeita de uso indevido de bens públicos.
Procurado, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) informou que não irá se manifestar sobre o caso em razão da natureza sigilosa do procedimento.

































