Uso de IA na advocacia supera expectativas de profissionais em Goiás, aponta pesquisa da OAB-GO e de outras seccionais

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A adoção de ferramentas de inteligência artificial generativa já integra a rotina de profissionais do Direito no Brasil e apresenta resultados práticos acima das expectativas iniciais. É o que aponta o Relatório sobre o Impacto da IA no Direito – Edição 2026, que analisou a utilização da tecnologia no setor, incluindo dados específicos de Goiás.

A pesquisa foi realizada em parceria pelo Jusbrasil, pelas seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil de Goiás, São Paulo, Paraná, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo, além da Trybe e do ITS Rio. O objetivo é acompanhar a evolução da inteligência artificial no setor jurídico e fomentar o debate sobre benefícios, limites e desafios do uso da tecnologia.

Em Goiás, entre os 444 participantes da pesquisa, 62% afirmaram que os resultados obtidos com o uso da IA superaram o que era inicialmente esperado. O levantamento indica uma percepção positiva quanto ao potencial da tecnologia para otimizar rotinas e ampliar a eficiência no trabalho jurídico.

A economia de tempo aparece como um dos principais efeitos observados. Segundo o estudo, 23% dos profissionais estimam economizar entre três e cinco horas por semana com o uso de ferramentas de IA generativa. Outros 18% relatam ganho semanal entre cinco e dez horas, especialmente em atividades como análise de documentos, pesquisa de jurisprudência e organização de informações.

O impacto também foi identificado na qualidade técnica das entregas. Em Goiás, 69% dos respondentes afirmaram que a utilização da IA melhorou o resultado final de suas atividades jurídicas. Além disso, 52% indicaram que as ferramentas já influenciam de forma relevante decisões estratégicas e jurídicas.

Maior produtividade

Os dados também indicam aumento na capacidade de entrega. De acordo com o levantamento, 86% dos profissionais afirmaram que passaram a produzir mais após a adoção de ferramentas de inteligência artificial, refletindo ganhos na organização do trabalho e na execução das atividades.

Presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins afirma que a tecnologia já impacta a estrutura da advocacia.

“A IA acelera a evolução da profissão ao liberar advogados e advogadas de tarefas repetitivas, permitindo maior dedicação à formulação de estratégias jurídicas, à inovação e ao fortalecimento da relação com os clientes”, disse.

Ele ressalta que o uso exige cautela.

“Essa transformação demanda vigilância constante para que a IA atue como ferramenta de apoio, sem substituir o julgamento humano, essencial na análise de contextos jurídicos complexos”, pontuou.

Segundo ele, estudos como o levantamento contribuem para orientar a utilização da tecnologia.

“Ao mapear padrões de uso, desafios e barreiras — sejam éticas, de capacitação ou de confidencialidade —, esses estudos contribuem para o desenvolvimento de normas, treinamentos e boas práticas, promovendo uma integração ética da tecnologia na advocacia”, completou.

Quem respondeu a pesquisa

A pesquisa reuniu mais de 1.800 advogados, estudantes e outros operadores do Direito. O levantamento apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de 2%.

Os dados foram coletados por meio de formulário distribuído nos canais digitais das seccionais da OAB em São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, além das plataformas e redes das instituições parceiras.

Para conferir a análise completa e os dados inéditos do estudo, acesse gratuitamente o relatório: https://betrybe.com/inteligencia-artificial/relatorio-impacto-ia-no-direito-edicao-2026/