A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional e a Escola Superior da Advocacia (ESA) Nacional iniciaram, nessa segunda-feira (9/2), a estruturação de um curso de extensão em inglês jurídico destinado à advocacia brasileira. A proposta, de caráter inédito, busca ampliar a qualificação profissional e fortalecer a atuação em demandas internacionais.
De acordo com a entidade, a formação será ofertada gratuitamente e está sendo planejada para atender necessidades práticas relacionadas ao ambiente jurídico globalizado, incluindo negócios transnacionais, elaboração de contratos, condução de reuniões profissionais e procedimentos arbitrais.
O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, afirmou que a iniciativa integra a estratégia institucional de qualificação permanente. Segundo ele, a advocacia brasileira já está inserida em um cenário jurídico cada vez mais internacionalizado, o que exige preparo técnico específico. “A formação em inglês jurídico se insere nesse esforço de preparar a classe para novas frentes de atuação”, declarou.
A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, destacou que a oferta gratuita está vinculada ao compromisso de ampliar o acesso da advocacia a capacitações estratégicas. Para ela, o objetivo é permitir que profissionais de diferentes realidades possam se preparar para demandas que já fazem parte do cotidiano da profissão.
Já o diretor-geral da ESA Nacional, Gedeon Pitaluga, ressaltou que o curso está sendo construído com foco aplicado e voltado a situações concretas da prática jurídica internacional. “O objetivo é que o advogado utilize o idioma com segurança técnica em negociações, documentos e interlocuções profissionais”, explicou.
Responsável pelo projeto acadêmico, o secretário da Comissão Nacional de Relações Internacionais, Bruno Barata, apontou que a capacitação pretende criar uma ponte para a inserção em demandas internacionais, tanto para profissionais que ainda não atuam com clientes estrangeiros quanto para aqueles que já estão inseridos nesse mercado.
Segundo a OAB, a participação será recomendada a advogados com conhecimento básico do idioma, já que o conteúdo prioriza a interpretação de termos técnicos e o aprimoramento da compreensão jurídica aplicada. Com informações da OAB Nacional.


























