A escola que tem a advocacia goiana como prioridade

Rodrigo Lustosa*

A advocacia não perdoa quem fica parado. De um lado, a revolução da inteligência artificial redesenha a forma de atuar. De outro, um sistema de precedentes que não para de se reinventar impõe atualização constante. Parar é regredir. E, há 40 anos, existe uma resposta com nome próprio para esse desafio: Escola Superior de Advocacia do Estado de Goiás (ESA).

É esse o propósito da ESA desde sua criação, em 1986: ser aquilo que a advocacia goiana precisa e almeja, para continuar em papel de proeminente destaque.

Naquela reunião na antiga sede da Avenida Goiás, sob a presidência de Olavo Berquó, nasceu uma instituição com missão clara: qualificar quem chega ao mercado, atualizar quem já está nele, e dar densidade científica a quem deseja ir além da prática cotidiana. No início, se chamava ESAD. Hoje é ESA-GO. O nome mudou. O compromisso, não.

À época, pouco mais de 5 mil advogados e advogadas atuavam em Goiás. Hoje, são mais de 50 mil. Cresceu a advocacia, cresceu a Escola. Em 2025, foram 887 cursos e eventos realizados, 5.151 horas de conteúdo, 14.179 certificados emitidos. Números que não nascem por acaso — nascem de decisão, de investimento, de vontade política de fazer da formação continuada um direito, não um privilégio.

Neste mês de agosto, lançamos mais 150 cursos. Porque é disso que se trata: direito, não privilégio. Qualificação não pode ser luxo de quem mora na Capital nem de quem tem caixa cheio. Por isso a interiorização não é discurso. É prática diária da ESA-GO.

Em 2024, alcançamos 59 cidades atendidas presencialmente entre subseções e delegacias. Não foi uma palestra por mês. Não foi um evento isolado uma vez por ano. Foi presença constante, estruturada, pensada para quem exerce a advocacia longe dos grandes centros e não pode — nem deve — ficar de fora da formação que merece.

Este ano, vamos ultrapassar esse número. Nossa expectativa é de 200.

Seguimos fiéis à nossa vocação original: formar com profundidade, alcançar com equidade, responder com agilidade.

Porque não há advocacia de excelência sem formação contínua. E não há formação contínua sem uma escola que entenda, todos os dias, que ensinar Direito é também defender a Justiça.

Junto com cada advogado e advogada deste Estado, continuaremos a transformar destinos pela educação.

*Rodrigo Lustosa é advogado e diretor-presidente da Escola Superior de Advocacia de Goiás.