
O GMPR Advogados completa 20 anos no dia 26 de agosto e marca a data com um encontro para cerca de 200 convidados no WTC Goiânia. O centro da programação é a palestra do filósofo e cientista político Fernando Schüler sobre a ética nas relações sociais e profissionais.
Professor do Insper, doutor em Filosofia e mestre em Ciência Política pela UFRGS, com pós-doutorado em Columbia, Schüler foi secretário de Estado da Justiça e do Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul e é um dos criadores do projeto Fronteiras do Pensamento.
O tema não foi escolhido ao acaso. Marcos César Gonçalves de Oliveira, um dos fundadores da banca e hoje conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entende que o advogado carrega uma responsabilidade que vai além do cliente.
“A advocacia tem um papel importante na ética social e na ética profissional. Precisamos ser exemplo. Trabalhar com ética, integridade e respeito às relações profissionais é fundamental”, diz.
O escritório nasceu em Goiânia, criado por Marcos César, Lúcio Flávio Siqueira de Paiva e Carlos Márcio Rissi Macedo, os três professores de Direito na época. A ideia era reunir especialistas de áreas distintas para atender o mesmo cliente em frentes diferentes.
“Quando nós criamos o escritório, fomos por muito tempo correspondentes de grandes firmas de São Paulo. Pegamos essa característica de escritório multiespecialidade e pensamos em adotar aqui um modelo com especialistas em várias áreas, com conhecimento consolidado para atender o cliente na demanda que ele precisasse”, conta.
Duas décadas depois, os três sócios viraram quase 30, o quadro passou de 100 colaboradores e a atuação alcança cerca de 20 áreas do Direito. Há ainda uma unidade em Rio Verde, voltada ao agronegócio. Lúcio Flávio, que presidiu a OAB-GO entre 2016 e 2021, mede o crescimento pela régua dos princípios iniciais.
“Em 20 anos construímos um escritório que não se afastou um milímetro de seus valores fundantes: honestidade e competência. Tenho orgulho de ver o sucesso do GMPR, pois comprova que a ética e o trabalho duro valeram a pena”, afirma.
Mais da metade dos sócios atuais começou a carreira dentro do próprio GMPR. A formação interna virou marca da casa.
“Apesar de olharmos para o mercado, nós também incentivamos muito a formação interna. Com o tempo, essas pessoas vão absorvendo a cultura do escritório, e isso é importante para nós”, diz Marcos César.
Para Carlos Márcio, é daí que vem o maior motivo de orgulho. “O GMPR começou em 2006, numa sala de professores, com três advogados jovens e uma ideia que soava pretensiosa: a de que dava para construir aqui um escritório de excelência técnica sem transigir com a ética. Vinte anos depois, o que mais me orgulha não é o nosso tamanho, mas que a nossa premissa continua a mesma e que ela sobreviveu ao nosso crescimento.”
Virada na gestão
A trajetória teve um ponto de inflexão administrativo. Uma consultoria da Selem Bertozzi levou os sócios a revisar processos, orçamento, fluxo de caixa e concentração de receitas. O diagnóstico incomodou: cerca de 70% do faturamento vinha de trabalho de correspondência para escritórios paulistas. A saída foi reduzir a dependência e montar carteira própria.
“Foi uma virada muito grande. Nós percebemos que precisávamos criar e desenvolver a nossa própria advocacia. Não podíamos ficar dependentes de um cliente ou de uma atividade de correspondência”, lembra.
Veio daí a gestão profissionalizada, conduzida primeiro pelo sócio José Antônio Domingues e depois por Leonardo Honorato, os dois ex-estagiários da casa.
Os planos agora passam pela formação interna, pela ampliação do quadro societário e pelo reforço da governança. Carlos Márcio resume a preocupação com a sucessão: “Um escritório que depende dos fundadores é um escritório com prazo de validade. Nos últimos anos investimos deliberadamente em governança, em plano de carreira e na ampliação do quadro societário justamente para que o GMPR seja maior do que quem o fundou.”





























